ONU. UE apela a EUA para concederem visto à delegação palestiniana
"À luz dos acordos de sede em vigor com a ONU e das suas obrigações enquanto Estado anfitrião, instamos os Estados Unidos a reconsiderarem esta decisão", afirmou o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), Anouar el Anouni.
Num breve comunicado, lamentou a recusa da administração Trump em condecer o visto, salientando que é a segunda vez que é recusada a entrada aos representantes palestinianos, pelo que Abbas será obrigado a participar à distância.
A administração Trump justificou a sua decisão acusando a delegação palestiniana de "glorificar o terrorismo" e, em particular, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de "continuar a pagar subsídios a terroristas, bem como de glorificar atos de terrorismo e terroristas em declarações públicas e livros escolares".
Além disso, Washington considerou que as autoridades palestinianas tomaram medidas para "internacionalizar o conflito palestiniano-israelita, nomeadamente através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)".
Afirmou ainda que tentaram "contornar as negociações, procurando um reconhecimento unilateral", referindo-se aos esforços das autoridades palestinianas para levar altos responsáveis de Israel perante a justiça internacional pelas suas ações.
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