Incidentes com Moldova e Finlândia e ataque em Kyiv. Rússia eleva tensão?
A Rússia atingiu um posto fronteiriço da Ucrânia com a Moldova, na região de Odessa, durante a madrugada desta sexta-feira. Horas antes, terá invadido o espaço aéreo da Finlândia e lançou um ataque de grande escala contra Kyiv, capital ucraniana.
"Como resultado do ataque, as infraestruturas do posto de controlo internacional de Tabaky, na fronteira com a Moldávia, foram atingidas. Os edifícios e as estruturas do posto fronteiriço foram danificados", lê-se na nota.
A passagem de pessoas e veículos no local encontra-se suspenso do lado da Ucrânia e o "lado moldavo já foi informado sobre a situação".
Já na noite de quinta-feira, o Ministério da Defesa da Finlândia revelou que suspeita que um avião russo tenha violado o espaço aéreo do país durante a tarde.
"Qualquer violação presumida do espaço aéreo é levada a sério. Está em curso uma investigação", disse o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, em comunicado.
O incidente terá tido lugar a oeste do Golfo da Finlândia e os guardas de fronteira estão a conduzir a investigação, segundo o ministério.
Episódios semelhantes já ocorreram neste país nórdico, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia.
Em maio e junho, dois aviões militares russos foram suspeitos de violar o espaço aéreo finlandês, perto de Porkkala e da costa de Porvoo, a leste da capital do país, Helsínquia.
O encarregado de negócios da Rússia foi convocado na sequência destes dois incidentes.
Após a invasão russa da Ucrânia, a Finlândia pôs fim a várias décadas de não-alinhamento militar, aderindo à NATO em abril de 2023.
Os dois incidentes surgem numa altura em que a Rússia lançou um mais um ataque em grande escala com mísseis e drones contra a Ucrânia.
Na quinta-feira, 17 pessoas morreram e 41 ficaram feridas após ataques lançados pelas Forças Armadas Russas contra a capital ucraniana, que nas últimas semanas tem sido alvo de uma das ondas de ataques mais intensas desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Na sequência dos ataques, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a onda de ataques russos foi preparada "há muito tempo" e envolveu uma combinação significativa de diferentes tipos de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, "com o objetivo de causar o maior dano possível nas infraestruturas civis".
"Há destruição em Kyiv e na região circundante, bem como nas regiões de Odessa e Chernihiv", lamentou Zelensky numa publicação nas redes sociais, na qual compartilhou imagens das consequências dos bombardeamentos.
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