Lecornu sobre violência nos protestos: "Não nos deixaremos intimidar"
"N ão nos deixaremos intimidar", escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se "àqueles que pretendem fazer destas violências um 'aquecimento' antes da eleição presidencial" do próximo ano.
Lecornu responsabilizou "grupos de esquerda-ultra" pela organização da violência em todo o país, bem como a "delinquentes que se misturaram para pilhar e destruir".
"Num momento em que alguns procuram a lançar o opróbrio sobre as nossas forças de segurança, eu quero dizer aos franceses que podem orgulhar-se dos seus polícias e dos seus gendarmes. Eles enfrentaram uma violência de extrema intensidade para proteger os nossos concidadãos e merecem todo o nosso apoio", salientou.
O dirigente gaulês indicou que "as ordens são claras: exigir o pagamento das dívidas, proteger os bens e as pessoas, deter os seus autores e levá-los à justiça".
Les manifestations pacifiques ont toute leur place dans notre République. Les incendies, les pillages et les attaques n’en ont aucune. Aujourd’hui, des groupes d’ultragauche ont organisé la violence dans plusieurs villes de France ; des délinquants s’y sont mêlés pour piller et détruire. Au moment où certains cherchent à jeter l’opprobre sur nos forces de l’ordre, je veux dire aux Français qu’ils peuvent être fiers de leurs policiers et de leurs gendarmes. Ils ont affronté une violence d'une extrême intensité pour protéger nos concitoyens et ils méritent tout notre soutien. À ceux qui clairement veulent faire de ces violences "un tour de chauffe" avant l’élection présidentielle, je le dis clairement : nous ne nous laisserons pas intimider. Personne n’imposera son agenda politique par la violence. Les consignes données sont claires : empêcher les exactions, protéger les biens et les personnes, interpeller leurs auteurs et les déférer à la justice. Nous irons jusqu’au bout de la discussion du projet de loi « casseurs-payeurs ». L’argent public est rare : il doit financer nos services publics, pas réparer sans fin ce que des casseurs détruisent. À eux d’en supporter le coût.
Lecornu prometeu, a este respeito, "levar até ao fim" a discussão do projeto-lei conhecido como "estraga-paga" com o argumento de que "o dinheiro público é raro" e "deve financiar os serviços públicos e não reparar sem fim aquilo que os outros estragam e destroem", "devem ser eles a suportar o custo".
A mensagem de Sébastien Locornu surge numa altura em que a França, de norte a sul, assiste a protestos violentos, com manifestantes encapuzados e com máscaras a incendiarem carros, partirem lojas e arremessar objetos contra as forças de segurança no meio de intensos nevoeiros de gás lacrimogéneo.
Mais de 500 mil pessoas participaram hoje nos protestos em França, segundo o balanço da Confederação-Geral dos Trabalhadores (CGT), tendo um manifestante ficado com uma mão amputada na sequência de uma granada lançada pela polícia em Saint-Étienne, segundo a AFP.
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