Manifestantes incendeiam edifício de autarquia francesa: "Ato deliberado"
A Câmara Municipal de Limoges, em França, ficou "praticamente destruída" após um incêndio provocado por manifestantes encapuzados, este sábado, num dia em que quase um milhão de pessoas saíram às ruas francesas para protestar contra o elevado custo de vida.
"O telhado desabou sobre os pisos inferiores, com exceção da ala oeste, e dois terços da parte exterior já desapareceram", declarou o autarca de Limoges, Maurice Barate, à agência de notícias France-Presse (AFP).
Segundo o responsável, os danos no edifício, construído em 1883, são uma "catástrofe para o património".
Barate sublinhou ainda que o incêndio - cujas imagens pode ver na galeria acima - foi um "ato deliberado de arruaceiros".
Segundo testemunhas, um grupo de manifestantes encapuzados, que tinha incendiado um carro da polícia em frente à câmara municipal, foi visto a partir as janelas e a entrar no edifício para atear o fogo.
O alerta foi dado por volta das 18h20.
O incidente ocorre no dia em que cerca de 800 mil pessoas participaram nas marchas e protestos por toda a França contra o elevado custo de vida.
Pelo menos 400 pessoas foram detidas por atos de violência durante as manifestações.
Em conferência de imprensa, o ministro do Interior, Laurent Núñez, admitiu que o número de detidos era ainda provisório e estimou que 550 mil pessoas terão saído à rua em todo o país, um número muito inferior às 150 mil previstas na sexta-feira pelas autoridades francesas.
Esta jornada nacional de protestos foi convocada pelos "coletes amarelos", movimento de contestação social que ganhou dimensão em França em 2018 e 2019, para contestar o custo de vida elevado.
O movimento estudantil que tem liderado nas últimas semanas uma vaga de contestação em França também apelou à participação nesta jornada.
400 pessoas detidas em protestos violentos em França Pelo menos 400 pessoas foram detidas em protestos violentos em várias cidades francesas, segundo as forças de segurança e o executivo francês.
O ministro do Interior, Laurent Núñez, admitiu que o número é provisório e destacou a presença de agitadores e grupos extremistas.
Lusa | 21:34 - 17/10/2026
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