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O sacrifício adiado

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Na segunda-feira, dia 3 de agosto, cerca de 1600 jovens dinamarqueses apresentaram-se pela primeira vez ao Serviço Militar Obrigatório com uma duração de 11 meses, mais que o dobro dos quatro meses anteriores.

É a primeira geração de recrutados dinamarqueses a incluir, desde a alteração da lei, também as mulheres.

A Dinamarca prepara ainda o primeiro destacamento de alistados para a Gronelândia, um gesto que ganha peso político adicional num momento em que Washington tem reiterado interesse no território ártico.

O objetivo de Copenhaga é elevar o número de recrutas anuais dos atuais 5000 para 7500 até 2033, num esforço de aumento de defesa justificado pela pressão russa e pela instabilidade transatlântica.

A Dinamarca não está sozinha! Um levantamento recente mostra que, desde o início da guerra na Ucrânia, cinco países da União Europeia reintroduziram ou reforçaram o Serviço Militar Obrigatório.

A Letónia foi a primeira, em 2023.

Seguiram-se a Croácia, que restabeleceu a conscrição em outubro de 2025 após a suspender desde 2008.

A própria Dinamarca, que alargou o sistema às mulheres e, mais recentemente, a Alemanha, que instituiu um registo obrigatório para jovens de 18 anos com possibilidade de ativação de um mecanismo de recrutamento caso o voluntariado seja insuficiente.

A França, sem repor o alistamento no sentido clássico, lançou um “Serviço Nacional” alargado, de natureza essencialmente voluntária, com a ambição de chegar aos 50 mil participantes anuais em 2035.

Quanto à Suécia, Estónia, Finlândia, Lituânia, Grécia e Chipre mantêm, cada uma à sua maneira, sistemas de recrutamento obrigatório já consolidados, e a Áustria pondera reforçar o seu.

Portugal segue noutra direção.

O modelo em discussão assenta em incentivos ao recrutamento voluntário, não na obrigatoriedade, e essa opção reúne hoje um consenso transversal pouco habitual, pois nenhum partido representado na Assembleia da República defende o regresso do serviço militar obrigatório, abolido em 2004.

Os argumentos que sustentam essa posição são vários.

Vão da sofisticação técnica dos sistemas de armas atuais, que tornariam um serviço de curta duração pouco eficaz, à defesa da liberdade individual como princípio de organização das Forças Armadas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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