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Escapou à execução 8 vezes: Recluso mais velho dos EUA morre aos 101 anos

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Escapou à execução 8 vezes: Recluso mais velho dos EUA morre aos 101 anos

F rancis Clifford Smith foi acusado de homicídio aos 25 anos, durante toda a vida manteve sempre a inocência. Apesar disso, passou mais de 70 anos na prisão , no Departamento de Correções do Connecticut, naquela que é considerada a pena mais longa nos Estados Unidos.

Ao longo dessas sete décadas, escapou da pena de morte oito vezes . Morreu em junho deste ano aos 101 anos.

David Skoczulek, porta-voz do 60 West, a instituição onde viveu os seus últimos anos, revelou à BBC que Francis morreu durante o sono e que foi cremado posteriormente.

"Basicamente, morreu de causas naturais", referiu, explicando que trataram de garantir "que fosse tudo apropriado, que atendesse aos seus desejos e fosse digno".

Passou mais de 70 anos atrás das grades, com exceção de três períodos breves de liberdade.

Em 1967 fugiu da prisão, mas foi apanhado 12 dias depois. Em 1974 , foi para casa na véspera de Natal e regressou no dia seguinte. E depois em 1975 foi-lhe garantida liberdade condicional e ficou solto cerca de 10 meses - a liberdade acabou quando foi detido por pequeno furto e posse de arma.

Richard Sparaco, ex-diretor executivo do que hoje chamado Conselho de Indultos e Liberdade Condicional, explicou ao Hartford Courant que Francis rejeitou diversas tentativas posteriores de retornar à liberdade condicional até ao ano de 2020 , quando lhe foi concedida liberdade condicional supervisionada e foi transferido para uma casa de repouso para idosos dentro do sistema penal. Foi um dos primeiros reclusos a receber cuidados através do programa MissionCare Health, dedicado especificamente a pessoas encarceradas.

Francis foi condenado por homicídio em 1950 , quando tinha 25 anos. Era um jovem delinquente quando foi acusado, em 1949 , de matar Grover Hart , um segurança noturno de um clube náutico no Connecticut.

Foi um dos dois homens presos pelo crime, mas o outro suspeito fez um acordo judicial e testemunhou contra Francis, que foi mais tarde considerado culpado de homicídio em primeiro grau.

A culpa e as provas que levaram à sua condenação foram questionadas ao longo dos anos , principalmente depois de testemunhas terem vindo retratar os seus depoimentos e de outro recluso ter mesmo confessado o assassinato.

Um dos agentes responsável pelo interrogatório após Francis ser detido, testemunhou posteriormente que acreditava na sua inocência. "Nem sequer tenho certeza se ele estava presente no homicídio", declarou o major Leo Carroll ao Conselho de Indultos, segundo o Boston Globe, citado pela BBC.

Foram essas dúvidas ao longo dos anos que lhe valeram o adiamento de várias das execuções programadas . Em 1954 , a sua sentença de pena de morte acabou por ser comutada para prisão perpétua .

A pena de prisão a que foi condenado tem vindo a levantar questões éticas entre juristas e ativistas, particularmente relativamente ao envelhecimento da população encarcerada e às duras condições prisionais. O Departamento de Censos dos Estados Unidos prevê que, até 2030, pelo menos um terço da população encarcerada terá mais de 50 anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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