Laboratórios colaborativos vão ter apoio de 45 milhões do Compete
Os Laboratórios Colaborativos (CoLAB) e os Centros de Tecnologia e Inovação (CTI), cujos apoios tinham chegado ao fim a 1 de julho, vão poder candidatar-se a uma linha de financiamento de 45 milhões de euros do Compete 2030.
Esta foi a solução encontrada para já pelo Executivo para dar continuidade ao apoio aos projetos financiados pelo programa Interface com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“As candidaturas decorrem até 15 de outubro de 2026 e abrangem os CoLAB e CTI das regiões Norte, Centro e Alentejo.
O apoio é cofinanciado em 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)”, explica o Ministério da Economia em comunicado, este domingo.
Ou seja, os 11 que se localização em Lisboa e no Algarve ficam de fora desta solução.
Os CoLAB e CTI podem candidatar-se aos 45 milhões de euros para: “Reforçar a orientação económica da rede de instituições intermédias de I&I, promovendo a criação e o desenvolvimento de novos canais e formatos de valorização, transferência e difusão de conhecimento para o tecido económico, nomeadamente através da promoção de fases de teste e validação pré-comercial de projetos de investigação com potencial de valorização económica; Criação, reforço e capacitação de plataformas e meios de divulgação, demonstração e transferência de conhecimento para a comunidade empresarial e da promoção de ideias inovadoras desenvolvidas por investigadores no âmbito do sistema de I&I; Aumentar quantitativa e qualitativamente a informação dirigida ao setor empresarial quanto à relevância e impacto da inovação baseada no conhecimento e da colaboração entre empresas, particularmente entre as PME, e a rede de entidades não empresariais do sistema de I&I; Aumentar o nível de valorização, transferência e exploração de conhecimento científico e tecnológico, assim como a utilização de metodologias e ferramentas apropriadas, nomeadamente as associadas à gestão da propriedade intelectual (por exemplo, patentes) ou a processos de normalização, certificação e enquadramento regulatório de tecnologias.
A ausência de financiamento público para os CoLAB e CTI já tinha motivado vários alertas.
Desde logo pelo presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, em maio, na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial na qual disse que, era “fundamental definir rapidamente qual será o financiamento-base após 1 de julho de 2026”.
Em julho foi a vez do Bloco de Esquerda colocar uma questão sobre o fim do apoio do Estado às entidades de interface no termo do PRR.
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