12 cêntimos por mês
O Governo comprou 13,7% da REN à família Ortega, fora do mercado, por um preço que não revelou.
A fatia valia 324,7 milhões de euros ao fecho da bolsa de sexta-feira.
Deram-se três razões: salvaguardar o interesse estratégico, participar nas decisões de investimento, e baixar o preço da energia.
Deixo o convite ao ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, para nos vir explicar este negócio.
Milton Friedman tinha um método para casos destes.
Não discutia intenções, que são sempre boas.
Discutia mecanismos: como funciona isto, quem paga, e o que acontece a seguir.
Vamos por partes.
Comecemos pelo que a REN é.
É um monopólio natural regulado.
A ERSE fixa os proveitos permitidos, a taxa de remuneração dos ativos e as tarifas; o plano de investimento da rede é proposto pela REN, tem parecer do regulador e é aprovado pelo Governo.
A REN não produz energia nem a vende a ninguém.
O preço forma-se a montante, no mercado grossista, e a jusante, na comercialização, onde há concorrência.
Comprar ações da REN para baixar o preço da eletricidade é como comprar ações da Brisa para baixar o preço dos automóveis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.