Start Campus emite 301 milhões em apenas 12 meses para financiar expansão
A Start Campus , que está a construir um campus de centros de dados de grande dimensão em Sines, obteve um novo financiamento de 90 milhões de euros através de uma emissão obrigacionista realizada por oferta particular.
A transação, executada através da Sines Campus DC01, S.A., foi deliberada a 26 de agosto e publicada a 14 de setembro no registo comercial.
Em 12 meses, esta sociedade já colocou mais de 301 milhões de euros em ofertas deste tipo.
Eólicas para ‘alimentar’ Start Campus em consulta pública Ler Mais Contactada pelo ECO, a empresa explica que a mais recente emissão obrigacionista “enquadra-se na estratégia de financiamento do desenvolvimento do campus da Start Campus em Sines” e reflete “a confiança no projeto e na sua execução”.
O empreendimento representa um investimento previsto de 8,5 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos privados estrangeiros em curso em Portugal, promovido por dois fundos de investimento, o norte-americano Davidson Kempner e o britânico Pioneer Point Partners.
O objetivo é instalar junto à costa alentejana, perto da antiga central a carvão da EDP, um dos maiores pólos de computação da Europa , com 1,2 GW de capacidade, focado na sustentabilidade e vocacionado para a inteligência artificial (IA).
“A empresa mantém o compromisso com a implementação faseada do plano de investimento previsto para o campus , acompanhando o crescimento sustentado das suas operações e infraestruturas”, acrescenta ao ECO a mesma fonte oficial.
Atualmente, o primeiro edifício ( SIN 01 ), com 37,5 MW, já está concluído e em operação, estando a empresa a construir o segundo edifício ( SIN 02 ), com 200 MW, previsto para estar disponível a partir do terceiro trimestre de 2027.
Litígio entre EDP e Governo pode impactar Start Campus Ler Mais Constituída em julho de 2025, a Sines Campus DC01 emitiu mais de 171 milhões de euros a 19 de setembro desse ano.
Seguiram-se 40 milhões de euros adicionais em março de 2026.
Somam-se agora os 90 milhões de euros neste mês de setembro, segundo informações consultadas pelo ECO no registo comercial da empresa, num total de mais de 301 milhões de euros em 12 meses.
Depois de um período turbulento em 2023, provocado pela investigação da Operação Influencer, o projeto tem vindo a estabilizar e continua a crescer.
Em maio, a Nscale, cliente da Start Campus, anunciou qu e irá instalar no pólo da Start Campus 66 mil processadores gráficos Nvidia Vera Rubin, com capacidade para IA, a partir do próximo ano, para servir a Microsoft .
No ano anterior, a mesma empresa anunciou a instalação de 12.600 processadores Nvidia Blackwell Ultra em Sines, para a mesma tecnológica norte-americana, uma remessa que, como o ECO noticiou , terá tido reflexo nos dados do PIB do primeiro trimestre, devido à sua dimensão.
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