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Muito boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das três. Entrou em fase de resolução o incêndio que começou esta tarde em Abrantes, distrito de Santarém. É o que indica o mapa de ocorrências da Proteção Civil a esta hora. Ainda assim, no terreno estão perto de 500 operacionais, acompanhados por mais de uma centena de meios terrestres em operações de rescaldo. Este incêndio, que chegou a possuir quatro frentes ativas, provocou três feridos ligeiros, todos eles bombeiros. À Rádio Observador, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo explicou que este incêndio ia ficar dominado durante a madrugada devido às condições meteorológicas. Por dominar está ainda o fogo de Santa Marta de Penaguião, no distrito de Vila Real. As chamas começaram pouco depois da 13h deste sábado e a esta hora são combatidas por mais de 180 operacionais, acompanhados por 50 viaturas no terreno. Entretanto, há chuva prevista a partir de amanhã em praticamente todo o território de Portugal continental. Bragança pode ser o único distrito a escapar às previsões de precipitação. De resto, por causa da previsão de trovoadas, o Instituto do Mar e da Atmosfera colocou toda a faixa litoral, desde Viana do Castelo a Setúbal, sob aviso amarelo. Já a Proteção Civil emitiu um alerta à população, uma vez que estão previstos períodos de chuva intensos, que podem ser também fortes e persistentes, acompanhados por trovoadas e rajadas de vento, com uma maior incidência a acontecer nas regiões do noroeste, em especial no Minho e Douro litoral. A Proteção Civil pede ainda à população que tome medidas preventivas. Na política nacional, o secretário-geral do Oeste Atlântico defende a criação de um centro de coordenação conjunto entre Portugal e Espanha para combater os incêndios na zona transfronteiriça. Foi um dos temas de conversa em cima da mesa entre o secretário-geral Xiao An Mao e António José Seguro, em Viana do Castelo. E o Oeste Atlântico sugere mesmo que pode vir a ser pensado este centro de coordenação para combate aos incêndios, Maria Miguel Marques.

A ideia é nas zonas da fronteira, numa área de 50 a 100 km, um centro de coordenação único dos dois países. E acima de tudo, o objetivo é que haja uma partilha de recursos para não deixar que os incêndios ganhem grandes proporções. No final de uma reunião com o presidente da República Portuguesa, que decorreu na Câmara Municipal de Viana do Castelo, Xiao An Mao explica assim que os dois países, nomeadamente a região Norte de Portugal e Galiza, podem ajudar-se mutuamente no combate aos fogos. A liderança deste centro de coordenação seria feita à vez por um responsável português e espanhol. O secretário-geral do Oeste Atlântico fala numa estratégia muito ampla, que se estenda a pelo menos uma década, isto porque considera que os incêndios vão piorar.

A jornalista Maria Miguel Marques, com a estratégia sugerida pelo secretário-geral do Oeste Atlântico de cooperação entre Portugal e Espanha para combater os fogos na fronteira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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