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O Painel de azulejos do Rossio e a Casa da Ribeira em Viseu

Observador ·
O Painel de azulejos do Rossio e a Casa da Ribeira em Viseu

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Olá, sejam muito bem-vindos. Esta é a História das Histórias. Eu sou o João Paulo Sacadura e estou aqui a acolher Jorge Adolfo Marques. Ele em Viseu, arqueólogo, historiador. Esta semana temos vindo a falar de Viseu e hoje vamos falar do painel das Lojas do Rossio e também da Casa de Oliveira, se tivermos tempo. Vamos a isso. Jorge, bem-vindo.

E de toda a sua atividade do filme, e não só, e de outras atividades ligadas à Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu.

Nós agora, a esta distância, temos aqui um documento histórico da maior importância. Nós poderíamos ter muitos documentos escritos, descrições nos jornais. Ele que escreveu também tanto nos jornais. Podíamos ter fotografias, mas temos aqui as imagens em movimento e as imagens de pessoas na sua cidade, nas ruas, na vivência cotidiana. É um registo emocionante. Eu já vi o filme várias vezes e é curioso que cada vez que vejo este documentário, este filme de promoção da cidade, descubro sempre qualquer coisa naquelas imagens que vejo. Ainda hoje, por acaso, estava a ver e vou encontrar numa quinta que é filmada aqui na cidade, na primeira parte desse filme, em que fala sobre o Viseu antigo, e mostra esse palacete, que é a Quinta de São Miguel. É curioso que junto a uma parede do edifício que está lá, da casa que está lá ainda, e que é uma casa da mesma família, dos descendentes de algumas crianças que aparecem lá no filme.

A brincar. A andar com um triciclo da época, por acaso, bastante engraçado. E encostado a uma parede está um sarcófago romano, em mármore, que foi encontrado ali em frente à quinta, portanto, numa estrada que foi alargada nos finais do século XIX, e que foi encontrada uma necrópole romana que estava em torno da Igreja de São Miguel de Fetal. E um dos vestígios que apareceu foi precisamente esse sarcófago, esse túmulo em pedra, em mármore, e que se encontra ali recolhido desde essa altura. E é engraçado que o filme mostra o sarcófago exatamente no sítio onde eu, ainda há poucos anos, o fotografei.

Portanto, ainda está exatamente no mesmo lugar. São pequenas curiosidades aqui sobre o filme. Um dos aspectos interessantes também do filme, e podemos começar por aí, é que ele retrata o Rossio, centro da cidade, mas quando filma a parede que dá para a estrada, que dá para o Rossio, e que é fronteira com o chamado Jardim das Mães, o Jardim Major Teles, não estão lá aqueles painéis de azulejos que hoje toda a gente vai fotografar. Quem não é de cá vai fotografar aqueles painéis com imagens, onde foram feitos desenhos de atividades que, em 1930, se considerava que retratavam a região. É um ex-libris, é uma fotografia, é como um postal ilustrado. Hoje as pessoas já não mandam postais ilustrados, hoje mandam e-mails e SMS.

A comunicação é feita de forma um pouco diferente. Mas ainda há poucos anos se mandavam muito. Íamos de férias, comprávamos um postal lá da praia onde estávamos, ou do monumento, da igreja, e mandávamos o postalzinho por correio aos amigos, aos familiares. E as pessoas recebiam aquela imagem.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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