As notícias das 10h
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Agora são 10h03. Começamos este jornal das 10 com as reações à morte de Jorge Palma. O cantor e compositor morreu ontem, aos 76 anos, e a classe política e o mundo das artes recordam o ícone e poeta que vai ecoar por várias gerações.
Tino, dos Xutos & Pontapés, partilhou nas redes sociais uma fotografia a preto e branco, onde surge ao lado de Jorge Palma em cima de um palco. Escreve: "A nossa derradeira vénia juntos" e agradece ao amigo. O fadista Camané também divulgou uma fotografia de Jorge Palma, que descreve como um grande compositor e letrista, tal como um amigo e homem de cultura e da cultura. A cantora Mafalda Veiga, que tem um dueto com Jorge Palma intitulado "Tatuagens", publicou uma fotografia na qual o cantor desenha na mão de Mafalda Veiga. A cantora escreve que a tatuagem será eterna. O músico Samuel Úria publicou nas redes sociais um vídeo com uma versão da canção "Beijos e Papas de Leite" de Jorge Palma, em homenagem ao amigo. Já o músico David Fonseca diz que a morte de Jorge Palma representa um dia triste para todos nós e manifesta admiração profunda pelo cantor.
Teresa, na classe política também se multiplicam as homenagens, palavras de agradecimento, até tendo em conta que havia uma mensagem política em vários temas.
Destaque para o presidente da Assembleia da República. José Pedro Aguiar Branco diz que Jorge Palma deixa uma marca indelével na cultura nacional. Para o Presidente da República, Portugal despede-se agora de um grande poeta, criador e intérprete de exceção. Do lado do governo, a Ministra da Cultura agradece a Jorge Palma pelo legado único deixado por temas inesquecíveis. Ainda ontem à noite, o Primeiro-Ministro escreveu que o cantor ajudou a transformar a cultura portuguesa e lembra a arte que fica na memória de várias gerações. Já o secretário-geral do Partido Socialista recorda um dos maiores músicos e compositores portugueses e a obra extraordinária que ficará na memória coletiva do país. O presidente da Câmara de Lisboa diz que a cidade acordou hoje mais silenciosa e com o coração mais frágil.
Teresa Freire, com as reações que vão surgindo à morte de Jorge Palma. Recordamos agora, neste jornal, a vida e a obra do cantor, com Miguel Pina Andrade.
Começou a ter aulas de música com seis e nos 70 anos seguintes cantou e deu lume à música e à cultura portuguesa. Com passo seguro, estreou-se em 1972, a solo e em inglês, com o single "The Nine Billion Names of God". Embora a carreira comece a ser cantada em 1972, o percurso na música começou oito anos antes, aos 14, quando abandonou a música clássica para se dedicar ao pop rock.
Neste momento, com a distância que tenho, vejo que foi uma encruzilhada. Eu podia ter virado por esse caminho, mas não. Eu decidi cortar completamente com a música clássica. Era realmente o contrário de mim. Acho que era muito mais saudável.
Não foi só que fez a caminhada na música. Nos 54 anos de carreira, colaborou com outros artistas em projetos como o Palmas Gang. Cantou ainda com José Mário Branco e Sérgio Godinho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.