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Chocolate mata, queijo não: os alimentos que são mesmo perigosos para os cães

SAPO24 ·

“Não assumir que um alimento é seguro para um cão apenas porque é seguro para uma pessoa.” É esta a regra que Nuno Paixão, médico veterinário, deixa aos donos quando o assunto é a alimentação dos animais.

O alerta ajuda a separar os mitos dos perigos reais: nem tudo o que faz mal ao cão é necessariamente um veneno, mas também não é seguro partir do princípio de que um alimento inofensivo para os humanos terá o mesmo efeito noutros animais.

O chocolate pode mesmo matar O chocolate é o alimento que mais frequentemente surge associado a esta ideia.

E confirma-se, o chocolate pode causar uma intoxicação grave nos cães e, em casos extremos, ser fatal.

O problema está sobretudo na teobromina e na cafeína, substâncias que os cães eliminam muito mais lentamente do que os humanos.

Quanto maior a percentagem de cacau, maior tende a ser o risco.

Por isso, o chocolate negro e o chocolate culinário são muito mais perigosos do que o chocolate de leite.

Mas isso não significa que qualquer pedaço de chocolate provoque uma intoxicação grave.

O risco depende do peso do cão, da quantidade ingerida e, sobretudo, do tipo de chocolate.

Um pequeno pedaço de chocolate de leite pode representar um risco muito reduzido para um cão de grande porte, enquanto a mesma quantidade de chocolate com elevado teor de cacau pode ser relevante num cão pequeno.

Ainda assim, não é aconselhável esperar para ver se aparecem sintomas.

Se um cão comer chocolate, o dono deve contactar o médico veterinário, indicando o peso do animal, o tipo de chocolate, a quantidade aproximada e há quanto tempo ocorreu a ingestão.

E o queijo? Não é a mesma história Se o chocolate é um perigo real, o queijo comum está num patamar diferente.

“Dizer simplesmente que ‘o queijo mata cães’ não tem fundamento científico”, explica Nuno Paixão ao 24notícias .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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