quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Finanças dizem que estão a preparar o país para o caso de uma "crise externa"

Diário de Notícias ·
Finanças dizem que estão a preparar o país para o caso de uma "crise externa"

Esta semana, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, alertou para o facto de as crises e os choques serem cada vez mais frequentes e violentos, recomendando que o país (governo incluído) se prepare, mantendo ordem nas contas públicas e continuando a reduzir a dívida.

Esta quinta-feira (8 de outubro de 2026), na apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE 2027), o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sinalizou exatamente esse perigo: disse que, depois deste ano "muito difícil", em que mesmo assim o executivo "conseguiu evitar um défice" e "reduziu a dívida", a posição orçamental atual permitirá "aguentar esse choque externo de forma muito mais robusta".

Disse ainda esperar que os partidos da oposição preservem esta posição orçamental, referindo de forma explícita os dois maiores: este novo OE2027 não pode ser desvirtuado, tem de ficar intacto no seu equilíbrio durante a negociação que começa agora no Parlamento, e avisou "seria muito negativo para o país" se esta proposta do governo (que aponta para excedente de 0,1% em 2027 e queda da dívida para 84,5%) se houver "alterações" orçamentais e medidas sem cabimento orçamental, "sem contrapartidas" de financiamento.

Disse que só via dois partidos capazes de fazerem descarrilar este plano com medidas à revelia.

"Só podem vir de PS e Chega", atirou Sarmento.

"Temos hoje uma posição orçamental que nos permitirá, caso haja uma situação económica mais adversa, uma crise internacional que impacte diretamente na economia portuguesa, como aconteceu no passado, que o país seja capaz de aguentar esse choque externo de uma forma muito mais robusta, comparativamente ao que aconteceu nas crises anteriores".

"Nós tivemos um saldo orçamental de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em cada um dos anos 2024 e 2025, mas depois de excluirmos medidas temporárias, as decisões judiciais, os apoios ao crédito, o suplemento [extraordinário] dos pensionistas e os empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, em 2026, o apoio às tempestades, "nós temos saldos orçamentais consistentemente acima de 1% do PIB", explicou o ministro na conferência de imprensa no Salão Nobre das Finanças, que esteve repleto de trabalhadores das Finanças e dos respetivos gabinetes ministeriais e dos secretários de Estado.

Eram mais do que os jornalistas.

Miranda Sarmento acrescentou ainda que o país tem hoje "uma dívida pública que está a cair e quatro pontos percentuais abaixo daquilo que era a trajetória acordada com a Comissão Europeia, chegando provavelmente abaixo dos 85% do PIB no próximo ano".

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›