OE2027. Das "contas sólidas" às "sem certezas", o que dizem os partidos
O Executivo entregou ontem, quinta-feira, 8 de outubro, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), que prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027, assim como contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.
O PSD e o CDS-PP elogiaram as contas sólidas da proposta orçamental do Governo de Luís Montenegro e pediram aos restantes partidos que viabilizem o documento para que seja evitada uma crise política.
No entanto, a oposição está unânime nas críticas. Acusa o Executivo da Aliança Democrática (AD) de não apresentar medidas que respondam ao aumento do custo de vida e até de "desistir" do país.
A proposta do OE2027 será discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade. Tudo indica que o documento seja viabilizado devido à abstenção do PS, mas isso ainda não é certo, uma vez que o partido admitiu ontem não ter certezas que o documento cumpra as condições impostas para o passar. Para já, ficam as reações dos partidos.
PSD e o CDS-PP elogiaram as "contas sólidas e justas" da proposta orçamental do Governo para 2027 e defenderam a opção da AD de aumentar o rendimento dos portugueses através das várias descidas do IRS.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, apontou uma diferença fundamental entre as opções do executivo da AD e a que seria a dos principais partidos da oposição.
"O PS e o Chega acham que toda a folga orçamental do Estado devia ser direcionada para diminuir o preço dos combustíveis. Isso poderia levar a que todas as semanas isso acontecesse e levar o país alegremente, como já aconteceu, à bancarrota", considerou.
Também o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, elogiou o documento hoje apresentado pelo ministro das Finanças.
"Este é um orçamento que é certo e é o orçamento que o país precisa para este momento" , disse, avisando que "a última coisa de que o país precisaria era de uma crise política" provocada por um eventual chumbo do documento, que deverá ser viabilizado pela anunciada abstenção do PS.
O PSD e o CDS-PP elogiaram as contas sólidas da proposta orçamental do Governo para 2027 e defenderam a opção de aumentar o rendimento dos portugueses através das descidas do IRS.
Posições que o líder do Chega, não acompanha. André Ventura considera que a proposta apresentada para o OE2027 é um "mau orçamento" e que não responde às necessidades das pessoas.
"Este é um mau orçamento, é um orçamento que não responde por isso às necessidades que as pessoas têm e às grandes crises que estão a passar" , afirmou André Ventura em declarações aos jornalistas no Parlamento.
O deputado considerou que o Orçamento do Estado para o próximo ano "vai traduzir-se para os portugueses num brutal aumento do custo de vida".
O partido rejeitou ainda ser "muleta" do Governo, apesar de não se comprometer com um voto contra.
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