Músico Jorge Palma morre aos 76 anos
O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou hoje a família.
“É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte, ocorrida esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória”, refere a família do músico, numa mensagem partilhada nas redes sociais.
A família recorda que Jorge Palma, com uma carreira com mais de meio século, “deixa uma obra assinalável que faz parte da história” portuguesa, bem como “muitos amigos pelo mundo, pessoas que conquistou com a sua generosidade e genialidade”.
A mulher de Jorge Palma, Rita Tomé, os filhos, Vicente e Francisco Palma, e os agentes do músico, André Sebastião e Tiago Branco, “neste momento de dor incalculável”, pedem que o autor de temas como “Frágil”, “Bairro do Amor”, “Estrela do Mar”, “Na terra dos sonhos” e “Deixa-me rir” seja lembrado “pelas suas canções e palavras”, agradecendo “toda a amizade demonstrada ao longo dos anos”.
Informações relativas às cerimónias fúnebres “serão partilhadas em devido tempo”.
Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou aos 6 anos a ter aulas de música, tendo ingressado no Conservatório de Música de Lisboa aos 10.
Embora a sua carreira comece a ser contada em 1972, ano em que gravou o primeiro ‘single’ em nome próprio, “The Nine Billion Names of God”, o percurso na música começou oito anos antes, aos 14 anos, quando abandonou a música clássica para se dedicar ao pop-rock.
Antes de se apresentar em nome próprio, Jorge Palma fez parte do grupo Sindicato, que tocou na primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971, e dos Black Boys.
Na mesma época, começou a trabalhar em composição, orquestração e gravação.
Pouco depois de editar o primeiro single, foi convocado para o serviço militar, mas decide abandonar o país e instala-se na Dinamarca.
Em 1974 regressa a Portugal, após o 25 de Abril, começa a trabalhar como orquestrador e, no ano seguinte, edita o primeiro álbum, “Como uma viagem na palma da mão”.
Depois gravou mais 13 álbuns de originais, e “cada um corresponde a um momento” da vida de Jorge Palma.
“Com quem me dava, com quem vivia, o tipo de vida que levava, o que ouvia e lia, tudo isso torna cada disco único”, disse à Lusa numa entrevista em 2022.
Na década de 1980, de volta a Lisboa, retoma os estudos de piano no conservatório, que terminou em 1990.
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