sábado, 10 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Saúde

Vídeo ou telefone? Estudo da FMUP defende modelo híbrido de teleconsulta nos CSP

Jornal Médico ·

Os investigadores analisaram 184 409 consultas realizadas através de uma plataforma portuguesa de telemedicina, no setor privado: 55% por vídeo e 45% por telefone.

No total, estiveram envolvidos cerca de 100 mil doentes, dos quais 34% tiveram mais do que uma consulta.

A perceção de utilidade foi elevada nas duas modalidades, mas ligeiramente superior nas consultas por vídeo: 95% dos doentes consideraram-nas úteis, face a 92% nas consultas telefónicas.

Segundo Daniel Beirão esta diferença poderá estar relacionada com a possibilidade de utilizar comunicação não verbal durante a consulta por vídeo.

Um dos indicadores analisados foi a necessidade de novo contacto nas 24 horas seguintes.

Esta ocorreu em 4,2% das consultas por vídeo, comparativamente com 7,4% das consultas telefónicas.

Por outro lado, as consultas por telefone permitiram um acesso mais rápido e estiveram associadas a uma menor proporção de encaminhamentos para avaliação presencial: 12,5%, contra 14,4% nas consultas por vídeo.

No conjunto da amostra, apenas 13,4% dos doentes necessitaram posteriormente de avaliação presencial pelo médico.

Quem utiliza cada modalidade? O estudo encontrou também diferenças demográficas.

As mulheres representaram 54% das consultas por vídeo e 66% das consultas por telefone.

A idade mediana dos utilizadores foi de 37 anos, mas com uma diferença marcada entre modalidades: 31 anos nas consultas por vídeo e 48 anos nas realizadas por telefone.

Os autores apontam a possibilidade de fatores como a literacia digital e o acesso à internet contribuírem para esta diferença.

O dado é particularmente relevante numa estratégia de expansão da telemedicina, uma vez que a modalidade escolhida pode condicionar o acesso de diferentes grupos de doentes.

Mais do que escolher entre vídeo e telefone Para Daniel Beirão, os resultados apoiam a utilização da telemedicina nos cuidados de saúde primários, mas não sustentam a adoção de uma única modalidade.

Ler a notícia completa no Jornal Médico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornalmedico.pt — o conteúdo pertence a Jornal Médico.