AfD enche praça de Schwerin no encerramento de campanha. As imagens
0" class="w-full" :src="`https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/${images[activeSlide]['media_source'].replace('.jpg', '.webp')}`" alt="AfD enche praça de Schwerin no encerramento de campanha. As imagens" width="1920" height="540" /> 10 Fotos
S ob fortes medidas de segurança, os apoiantes da AfD foram-se dirigindo para a Marketplatz, no coração desta pequena localidade com pouco mais de 90 mil habitantes que é a capital deste estado da antiga RDA, e, à hora do início do comício – 16:00 locais –, a praça já estava cheia de um público entusiasta, que agitava bandeiras do partido de extrema-direita, mas sobretudo da Alemanha.
No local, dezenas de polícias controlavam os cinco acessos à praça, vedados com barreiras metálicas, por receio da infiltração de contra-manifestantes, dado o movimento Antifa (antifascista) também estar muito presente na cidade – são inúmeros os autocolantes contra a extrema-direita, e a AfD em particular, que decoram os postes de iluminação de Schewrin –, enquanto nas ruas circundantes várias carrinhas das forças de intervenção estavam discretamente a postos para a eventualidade de qualquer incidente.
Nas eleições mais polarizadas de sempre no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com AfD e SPD (socialistas, centro-esquerda) a disputarem, 'taco a taco' a vitória, de acordo com as sondagens, a AfD surge motivada pela estrondosa vitória obtida há duas semanas na Saxónia-Anhlat, sendo visível também o entusiasmo entre os seus apoiantes, menos tímidos do que em anteriores campanhas.
No palco montado na praça, rodeado de bancas onde era distribuído material de campanha da AfD e bandeirolas alemãs e do partido, Petra Federau e Leif-Erik Holm, as duas cabeças de cartaz do partido na cidade, como candidatos diretos por Schwerin, foram recebidos com forte entusiasmo, apelando ao voto dos habituais abstencionistas e dando a Saxónia-Anhalt como exemplo de que o partido pode chegar ao poder.
Entre os apoiantes era possível ver muitos jovens, casos de Lucien e Phillip, dois amigos de 17 anos que já poderão votar nas eleições de domingo – pela primeira vez é possível votar neste estado a partir dos 16 anos – e que revelaram à Lusa que vão dar o seu primeiro voto à AfD, sobretudo "por causa do preço dos combustíveis e porque o partido promete baixar os impostos".
Questionados sobre a posição daqueles que defendem que a AfD é uma ameaça à democracia, respondem que não concordam e dizem que "basta ver o programa" do partido.
Também uma jovem apoiante – que, como muitos votantes da AfD, ainda prefere manter o anonimato e identifica-se como 'Shakira' – rejeita o rótulo de partido radical de extrema-direita.
Ajudada pelo namorado a traduzir para inglês a definição que ambos dão à AfD, 'Shakira' olha para a tradução automática no telemóvel do parceiro e responde de forma convincente que o partido é "patriota de direita, e apenas isso".
Quanto às razões para votar AfD, diz que "a situação na Alemanha não é nada boa", designadamente a nível de "segurança, educação e preços da energia".
Ainda mais jovens e sem poderem ainda votar, Helene e Klara, ambas de 15 anos, revelam à Lusa que não vão, de todo, votar AfD, justifican
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