Media e os dinossauros que estão a “perder as maneiras”
Carlos Eugénio, diretor executivo da Visapress, Nuno Francisco, diretor do Jornal da Fundão, Carlos Rodrigues, diretor-geral editorial da Medialivre, Ricardo Costa, chief product officer do grupo Impresa, James Hewes, consultor estratégico para os media, e Carla Ascenção, moderadora “O direito de autor é que nos salva.” Para Carlos Eugénio, diretor executivo da Visapress, entidade que gere coletivamente os direitos de autor dos editores de imprensa, este é o mecanismo que permite aos publishers fazer valer os seus direitos no ambiente digital, incluindo no desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
O problema, descreveu Ricardo Costa, chief product officer da Impresa, é que os “dinossauros” que dominam o mercado , como a Google e a Meta, viram chegar novos rivais e estão a “perder as maneiras e alguns cuidados que tinham” .
O debate “ O Futuro dos Media Portugueses – Confiança, Inovação e Sustentabilidade no Jornalismo” foi um dos momentos centrais do Dia Nacional da Imprensa 2026, o encontro anual do setor promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa (API), na sexta-feira.
Contou ainda com Carlos Rodrigues , diretor-geral editorial da Medialivre , Nuno Francisco , diretor do Jornal do Fundão , e James Hewes , consultor estratégico para os media.
Um planalto com novos dinossauros Ricardo Costa recorreu a uma metáfora para descrever a mudança sentida nos últimos anos pela indústria.
Durante anos, os media viveram num planalto dominado por “grandes dinossauros”, como a Google, a Meta e o TikTok, e iam “tentando comer algumas folhas” que estes lhes deixavam .
“Dava para irmos sobrevivendo.
Agora há uma alteração estrutural.” Com a chegada da OpenAI e da Anthropic ao mesmo planalto, a disputa pelas receitas publicitárias ganhou novos concorrentes.
Como retomar a posse da “cozinha”? O jornalismo na era da IA É por isso, defende, que as grandes plataformas “estão claramente a perder as maneiras”.
“A abordagem jurídica dos últimos meses da Meta e da Google mudou.
É claramente mais descarada e mais perigosa.” Os modelos de IA precisam de conteúdos jornalísticos para funcionar, mas as tecnológicas “não pagam, não querem pagar, não vão pagar”.
James Hewes citou um responsável do New York Times , para quem eletricidade, computação, talento e conteúdos são os quatro pilares das plataformas de inteligência artificia l, e que a indústria paga “preços incríveis” pela computação e pelo talento.
“Não existe nenhum outro produto, em nenhuma indústria, em que uma das partes fundamentais não seja paga.” CNN e Google unem forças em parceria estratégica de IA As plataformas , sublinhou Ricardo Costa, “não estão fora da lei.
Estão sempre à frente da lei” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.