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UE não quer ficar para trás na IA, mas com regulamentação robusta

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UE não quer ficar para trás na IA, mas com regulamentação robusta

Os países da União Europeia não querem ficar para trás na implantação da inteligência artificial (IA), mas asseguraram hoje em Dublin que querem apostar numa regulamentação robusta para gerir os riscos desta tecnologia.

“Temos muito trabalho pela frente para não ficarmos de fora desta revolução da IA, mas, obviamente, aplicando também as salvaguardas necessárias”, disse o comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, após o Conselho informal de ministros das Finanças da UE, em Dublin.

Os 27 Estados-Membros abordaram o impacto da inteligência artificial na UE em áreas como o mercado de trabalho, o consumo energético, as administrações públicas ou a geopolítica, num contexto de debate global sobre os riscos desta tecnologia — potencialmente catastróficos, segundo alguns dirigentes do setor — e a necessidade de abrandar ou regulamentar o seu desenvolvimento.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apresentou aos ministros a análise da instituição sobre a situação, que revela que a IA tem uma baixa implantação nos Estados-Membros da UE, por exemplo nos serviços públicos, mas também que estes possuem certos pontos fortes, como no desenvolvimento de novos produtos, segundo explicou o ministro das Finanças da Irlanda, Simon Harris, que presidiu à reunião.

Dombrovskis recordou que, na última revolução da Internet, a Europa “ficou à margem do debate” e, ao contrário dos Estados Unidos, não criou gigantes digitais, o que, vinte anos depois, explica o facto de a UE ter uma produtividade inferior à norte-americana, sobretudo no setor tecnológico.

“Por isso, é importante que a UE não perca agora esta revolução da IA, uma vez que esta pode ser ainda mais transformadora em termos de produtividade e também de redistribuição do rendimento”, afirmou, após exortar a “passar da discussão à ação”.

Neste sentido, defendeu um “quadro regulamentar concreto, exequível e robusto”, que crie um “ambiente positivo” para as empresas do setor na UE e permita a inovação, mas também uma “gestão cuidadosa” dos riscos que esta tecnologia apresenta em áreas como as cadeias de abastecimento ou os mercados energéticos.

Esta posição a favor da regulamentação terá sido partilhada por muitos dos ministros participantes no encontro.

O primeiro vice-primeiro-ministro e ministro da Economia espanhol, Carlos Cuerpo, mostrou-se já na sexta-feira favorável a explorar a criação de uma agência internacional para supervisionar e controlar a IA, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de abrir um “debate a nível global” sobre os avanços desta tecnologia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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