Governo quer separar gestão de terminais rodoviários dos operadores de transportes
O Governo está a preparar novas regras para os terminais rodoviários de passageiros que proíbem conflitos de interesses entre as entidades gestoras destas infraestruturas e os operadores de transportes públicos , incluindo os respetivos sócios, acionistas e gerentes, avança o Jornal de Negócios .
O projeto de decreto-lei prevê ainda deveres de neutralidade, imparcialidade e tratamento não discriminatório dos operadores , na sequência do diferendo entre a Rede Expressos e a FlixBus sobre o acesso ao terminal de Sete Rios , em Lisboa.
A revisão pretende corrigir um regime que o Executivo considera desajustado, que permite a coincidência entre gestores de terminais e operadores de transportes.
Segundo uma análise da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), das 53 infraestruturas examinadas, 47 são detidas por entidades públicas, mas mais de metade destas é explorada ou gerida por entidades privadas, na sua maioria também operadoras de transporte público .
Os contratos de gestão em vigor mantêm-se até ao fim do prazo, mas terão de ser adaptados ao novo regime num período de dois a quatro anos .
Flixbus já entrou em Sete Rios.
Verde num mar de azul premium Ler Mais A seleção das entidades gestoras passará a ser feita através de procedimentos pré-contratuais com critérios objetivos e não discriminatórios.
Nos contratos de concessão, a duração não poderá exceder dez anos .
O diploma prevê também a possibilidade de os proprietários de terminais privados reservarem a sua utilização a um ou mais operadores e determina que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) avaliem o regime de dois em dois anos.
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