CIA alerta Europa para possível ataque russo com drones
A CIA (Agência Central de Inteligência norte-americana) terá alertado vários governos europeus para um possível ataque com drones da Rússia contra Espanha, França ou Itália .
Segundo o El Mundo , os serviços de informação dos Estados Unidos reuniram informações sobre uma escalada das ameaças híbridas do Kremlin.
A operação poderá envolver drones russos lançados a partir de navios mercantes no Mediterrâneo .
“Utilizarão drones lançados desde o mar, ocultos no contentor de um navio; não é nada difícil”, afirmou uma fonte próxima do Ministério da Defesa da Lituânia, sob condição de anonimato, citada pelo jornal espanhol.
Caças da NATO abatem drone no espaço aéreo na Lituânia Ler Mais O modelo de drone que poderá ser utilizado será o Gerbera, de fabrico russo.
O aparelho tem cerca de 2,5 metros de comprimento, pode pesar até 18 quilos e terá uma autonomia de até 600 quilómetros.
Um navio de mercadorias pode transportar vários aparelhos e é catapultado com muito menos dificuldade do que um drone Shahed, de acordo com uma análise do mesmo jornal.
O objetivo de uma eventual operação não seria necessariamente provocar destruição em larga escala, mas atingir infraestruturas ou provocar perturbações, como incêndios ou a interrupção temporária do funcionamento de portos e aeroportos, procurando obter um impacto político e económico .
Os três países terão sido informados sobre a possibilidade de uma operação contra um dos seus territórios.
A escolha poderá estar relacionada com a capacidade de Moscovo atingir a retaguarda europeia sem recorrer a uma incursão terrestre e com o facto destes três países terem eleições em 2027 , segundo o El Mundo .
Macron quer plano de proteção de infraestruturas da Rússia Ler Mais O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu na semana passada a elaboração de um plano de proteção das infraestruturas críticas face à intensificação dos ataques “híbridos” da Rússia e afirmou que a “natureza da agressividade russa” mudou, anunciando uma nova cimeira do G7.
A informação terá circulado entre governos europeus depois da visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, em agosto.
Ratcliffe encontrou-se então com responsáveis dos serviços de informação russos.
O cenário ainda não foi confirmado publicamente pela CIA nem pelos governos de Espanha, França ou Itália .
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