00h. Marques Mendes aconselha "humildade democrática"
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Quarta. Jornal da Meia-Noite, na Rádio Observador, uma edição da Laura Figueiredo. E começamos, Laura, com Luís Marques Mendes aconselha o governo e a oposição a terem humildade democrática.
No discurso que fez esta noite na Universidade de Verão do PSD, o ex-líder do partido afirmou que não é possível viver em campanha eleitoral permanente. Luís Marques Mendes lamenta o fato de se viver num clima de crispação constante.
Eu olho às vezes para a vida política nacional e parece que vamos ter eleições nos próximos meses. É tudo num clima de crispação da direita à esquerda, um clima quase de campanha eleitoral. Acho que era importante olhar para estes exemplos, mas não há apenas os exemplos no PSD, há também Mário Soares e outros exemplos. É preciso um pouco humildade democrática, sentido de responsabilidade, alguns entendimentos políticos, não precisam ser muitos, mas alguns, para o país seguir em frente. O país é mais importante que a circunstância que somos cada um de nós.
O ex-candidato presidencial aproveitou também para dizer que considera que a revisão constitucional não é necessária, nem uma prioridade. Realça, no entanto, que pode ser positiva se for cirúrgica. Ao final da tarde, à chegada a Castelo de Vide, onde decorre a Universidade de Verão, Luís Marques Mendes tinha já prestado declarações aos jornalistas, garante que o seu tempo na política chegou ao fim.
Isto é algum regresso à ação política? Não, não é. Para mim, a ação política, em termos de cargos políticos ou de candidaturas a cargos políticos, acabou. Foi uma fase da minha vida. Gostei umas vezes, gostei menos outras, mas essa fase terminou. E, portanto, este aqui é um contributo cívico e de cidadania. Sobretudo, aceitei porque eu hoje venho falar em homenagem ao doutor Francisco Pinto Balsemão.
Luís Marques Mendes está, no entanto, disponível para regressar ao comentário televisivo. Diz que já tem várias propostas, mas afirma não ter pressa.
E Laura, o governo confirma um segundo português desaparecido na sequência das inundações no Nepal e no Tibete.
Trata-se de um homem e de uma mulher. A informação é avançada à Rádio Observador pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que garante estar a acompanhar a situação ao minuto. Há já 160 mortos confirmados e pelo menos 600 pessoas desaparecidas. A tragédia aconteceu na sequência de uma avalanche de gelo e rocha que provocou uma enxurrada na zona da fronteira entre o Nepal e o Tibete. O presidente da República, António José Seguro, enviou já uma mensagem de condolências ao homólogo do Nepal. Em nome pessoal e do povo português, o chefe de Estado apresentou as condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação às pessoas feridas.
E seguimos com o diretor nacional da PSP, não garante os 200 agentes pedidos pelo autarca de Lisboa até ao fim do ano.
Luís Carrilho considera que ainda há muitos agentes em falta, não só em Lisboa, mas em todo o país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.