Sociais-Democratas suecos disponíveis para coligações à esquerda ou centro após vitória nas eleições legislativas
Os Sociais-Democratas venceram no domingo as eleições legislativas na Suécia, mas com votação muito fragmentada que torna incerto o cenário de governação, tendo a sua líder declarado já disponibilidade para coligações à esquerda ou ao centro.
“Nós Sociais-Democratas estaremos sempre prontos a assumir a nossa responsabilidade pelos resultados”, disse a líder social-democrata, Magdalena Andersson, reafirmando a disponibilidade para diferentes coligações que garantam a não recondução da coligação de direita atualmente no Governo.
Com cerca de 85% dos votos apurados, os Sociais-Democratas, de centro-esquerda, estão à frente com 28% dos votos. Apesar da queda de cerca de 2,4% (resultados preliminares), o partido de centro-esquerda vence em termos individuais.
No global, o conjunto da oposição (Sociais-democratas, Partido da Esquerda, Verdes e Partido do Centro) tem, no momento, 175 mandatos, contra 174 dos partidos de Governo (Moderados, Liberais e Democratas-Cristãos, que têm apoio dos Democratas Suecos).
A incerteza proporcionou uma longa noite eleitoral no Hotel Radison, no centro de Estocolmo, onde se reuniram os Sociais-Democratas.
Os resultados preliminares foram oscilando ao longo da noite, com 175 e 174 mandatos distribuídos para cada lado alternadamente: ora o conjunto do Governo tinha mais um mandato, ora tinha a oposição. Na casa dos Sociais-Democratas foi-se festejando consoante o resultado do momento, numa noite de grande incerteza.
Magdalena Andersson, recebida em grande festa pelos militantes, reafirmou o programa trabalhista do partido: “Aqui deveremos ter boas condições, bons salários (...). O movimento trabalhista sueco vai de encontro ao futuro, juntos”.
Há várias combinações possíveis para levar Magdalena Andersson à liderança do Governo. Os sociais-democratas têm-se mostrado disponíveis para se juntarem a partidos à sua esquerda, mas também ao centro.
A antiga primeira-ministra aconselhou, contudo, cautela: “Agora devemos esperar pelos resultados finais”.
Na casa dos Moderados, do primeiro-ministro Ulf Kristersson, o líder deixou uma mensagem à oposição: “Os três partidos à esquerda falharam, mais uma vez, em reunir uma maioria no parlamento sueco”.
O partido de Kristersson atingiu os 19,9%, em resultados preliminares ao final da noite de domingo. O actual chefe de Governo disse que respeitará os resultados e a vontade de Magdalena Andersson se a antiga primeira-ministra “quiser tentar juntar os Verdes, o Partido da Esquerda e o Partido do Centro numa mesma solução de Governo”, mas lembrou as dificuldades destas constelações governativas, pelas linhas vermelhas que cada partido tem em relação a outros.
“Não tenho pressa. É mais importante fazer bem, do que fazer rápido”, disse sobre as negociações que se aproximam.
Entre os Democratas Suecos, da direita radical nacionalista, o ambiente esteve em baixo toda a noite após a saída das primeiras projecções, de acordo com a cobertura da televisão pública sueca.
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