Autoridades priorizam proteção de pessoas e bens em Torre de Moncorvo
D e acordo com o responsável, as condições meteorológicas não têm criado "janelas de oportunidade" para o combate às chamas, porque o tempo se mantém quente e seco.
"Estamos a manter uma proteção periférica de pessoas, animais e outros bens e, ao mesmo tempo, implementar uma estratégia de combate com a utilização de máquinas de rasto e equipes especializadas (...) e desta forma aguardar pelos meios aéreos, logo pela manhã, caso as condições meteorológicas o permitam", explicou o comandante regional.
Este incêndio deflagrou às 19:00 de sábado na freguesia de Cabeça Boa, concelho de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, e entrou em fase de resolução no domingo de manhã. Contudo, ao final da tarde houve um reacendimento, o fogo alastrou-se ao município vizinho de Carrazeda de Ansiães e chegou a ter duas frentes ativas.
Segundo a página oficial da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 22:50 o combate às chamas envolvia 429 operacionais, apoiados por 151 veículos.
Já o oficial de Relações Públicas da GNR de Bragança, major Hernâni Martins, disse à Lusa que esta força está a garantir a segurança das populações em todos os aglomerados do teatro de operações, salvaguardando, igualmente, os seus bens.
Outro dos trabalhos dos militares da Guarda é a abertura de corredores de circulação e emergência.
"Quando necessário, as vias serão condicionadas, por razões de segurança para a circulação das pessoas e garantir um combate eficaz às chamas. Ao mesmo tempo, e no que ao fogo diz respeito, perceber quais os locais que poderão ser afetados de forma a prepararmos a população de forma pedagógica para a necessidade de um eventual confinamento", explicou aquele oficial superior da GNR.
Segundo Hernâni Martins, "o objetivo da Guarda é transmitir uma imagem de tranquilidade às populações mais atingidas pelos incêndios e caso necessário confiá-las num local seguro para que os meios de combate possam fazer o seu trabalho nos perímetros dos aglomerados populacionais", disse.
"As populações têm sido muito colaborantes com o trabalho efetuado pelos militares da Guarda e procurámos, sempre, perceber em cada aglomerado populacional, quais são as pessoas que mais necessitam da nossa ajuda , tais como pessoas como mobilidade reduzida, idosos ou crianças" sublinhou o oficial.
Já esta tarde, o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo mostrou-se esperançoso que o incêndio que deflagrou no concelho na tarde de sábado seja dominado durante o período da noite.
José Meneses disse que o teatro de operações tem mais de 300 operacionais, aos quais se juntaram várias máquinas de rasto, sendo uma do Exército português.
De acordo com o autarca, os operacionais e meios de apoio no combate ao fogo estão espalhados pelos concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães.
"O incêndio lavra em zonas de difícil acesso, numa zona de fragada e mato. Esperamos, agora, que os estragos não sejam muito avultados", vincou.
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