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A Inteligência Artificial representa um avanço ou uma ameaça fatal?

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Em 1984, quando ainda não se falava em IA mas já se imaginava a possibilidade, James Cameron fez um filme, “O exterminador implacável”, em que Arnold Schwarzenegger é um ciborgue assassino (com esqueleto de metal revestido por tecido vivo) enviado do futuro para eliminar Sarah Connor, que será a mãe do chefe da resistência contra os ciborgues e computadores que dominam o mundo do futuro próximo.

Tirando a parte de viajar no tempo (que ainda está muito longe) a história já pode ser vista hoje não como ficção mas como premonição.

Isso, aliás, acontece constantemente nas histórias ditas de “ficção científica” que mostram o desejo (ou receio) dos humanos por um futuro distópico que os põe em risco. (Toda gente leu as “20.000 léguas submarinas”, de Júlio Verne, escrita em 1870, 30 anos antes do primeiro submarino moderno, o USS Holand e na banda desenhada Dick Tracy, o inspector já usa um relógio-telefone em 1942.) A IA foi inventada em 1850, quando Alan Turing publicou o seu ensaio fundamental, “Computadores e inteligência”, que incluía o chamado “Teste de Turing” para avaliar se uma máquina podia pensar.

Oficialmente, a IA passou a ser reconhecida em 1956, numa workshop de cientistas em Dartmouth, no New Hamshire, Estados Unidos.

Entretanto um outro campo da tecnologia evoluía separadamente, o da criação de máquinas semelhantes a seres vivos.

Têm aspeto de máquinas, mas nada impede que sejam cobertas com materiais que as tornem cópias perfeitas de seres vivos.

Este ano, na feira da “Conferência Mundial de Robótica” realizada em Pequim, as pessoas ficaram maravilhadas com os enormes progressos alcançados – robôs que faziam praticamente tudo o que os humanos fazem, desde conversar a dançar e descascar batatas, passando, é claro, por trabalho industrial e de escritório.

Em 2014, Alex Garland fez um filme, “Ex Machina”, a atriz sueca Alicia Vikander dá vida a Ava, uma ginoide (um androide com aparência feminina) dotada de uma inteligência artificial extremamente avançada.

O enredo acompanha um jovem programador que é convidado pelo CEO da sua empresa para passar uma semana numa casa isolada, com o objetivo de realizar o famoso Teste de Turing em Ava e avaliar se ela possui consciência real.

Ava tem consciência e mata os dois para realizar o seu desejo de conhecer pessoalmente Nova Iorque.

Olhando retrospetivamente, a era nuclear parece mais previsível do que o presente.

Somente dois países tinham a bomba atómica.

A disputa entre os Estados Unidos e a União soviética era assustadora, mas ambos tinham uma razão existencial para não a usar.

As pessoas também se preocupavam com a possibilidade de que algum grupo terrorista obter uma bomba atómica, mas são difíceis de construir e requerem uma estrutura industrial avançada e recursos caros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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