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A aldeia invisível: um lar sob a linha do horizonte

Diário de Notícias ·
A aldeia invisível: um lar sob a linha do horizonte

É a aldeia de Baishe e fica a cerca de uma hora de carro a norte de Xi’an, na província de Xianxim (Shaanxi).

Vista da superfície, parece nem existir: não há telhados nem paredes à vista, apenas grandes depressões quadradas escavadas no terreno.

Contudo, aproximando-nos da borda e olhando para baixo, descobrimos casas no fundo dos fossos e o fumo das cozinhas a subir lentamente no ar.

Descendo por uma escadaria de pedra, chegamos a um pátio ao ar livre, rodeado por paredes de terra nas quais foram escavadas várias habitações.

No centro, cresce uma nogueira da qual somente a copa é visível acima do solo.

Um verso popular da região descreve na perfeição esta paisagem: «Vê-se a árvore, mas não a aldeia; entra-se na aldeia, mas não se vê a casa; ouvem-se vozes, mas não se veem pessoas.» Quem anda à superfície muitas vezes não se apercebe.

O senhor Zuo, de 80 anos, leva um banco comprido para o pátio e senta-se à sombra da nogueira.

Vive ali há várias décadas e conta que as habitações subterrâneas foram construídas pelo seu bisavô.

A propriedade está na família há quatro gerações e tem mais de 120 anos, mas continua habitada.

Nas casas tradicionais chinesas com pátio interior, os edifícios dispõem-se em torno de um espaço central ao ar livre.

Em Baishe, os habitantes levaram este conceito para debaixo da terra, dando origem a uma forma tradicional de habitação conhecida como di keng yao: um pátio escavado no solo, rodeado de casas subterrâneas.

Porque escolheram os habitantes de Baishe construir as suas casas debaixo da terra? Durante muito tempo, esta foi a forma mais económica de construir uma habitação.

Tal como a casa do senhor Zuo, estas construções aproveitam a própria terra amarela da região, dispensando a compra de materiais adicionais à exceção dos necessários para as portas e janelas.

O Planalto de Loess foi fundamental para o desenvolvimento histórico da civilização chinesa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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