quinta-feira, 22 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 1h Manifestantes pelo direito à habitação planeiam ficar no Rossio esta madrugada› Uma gripe mudou-lhe a vida para sempre, mas não lhe roubou a força de viver› Insegurança na Baixa de Coimbra preocupa comerciantes e moradores. "Há muitas pessoas com medo"› Como recuperar uma relação familiar que ficou pelo caminho?› "Dói a propina dói": estudantes saem à rua contra aumento anunciado pelo Governo› Crise da habitação leva Parlamento a debate urgente, mas esquerda e direita continuam sem acordo› Salário mínimo vai subir, mas chega para as famílias fazerem face às despesas?› Elon Musk limitou rede usada pela Ucrânia em ataques à Rússia. Estará Trump também envolvido?› Viver com o salário mínimo em Viseu: que diferença faz face às grandes cidades?› Macron acusa Trump de fazer "comentários estúpidos" sobre os protestos em França› 1h Manifestantes pelo direito à habitação planeiam ficar no Rossio esta madrugada› Uma gripe mudou-lhe a vida para sempre, mas não lhe roubou a força de viver› Insegurança na Baixa de Coimbra preocupa comerciantes e moradores. "Há muitas pessoas com medo"› Como recuperar uma relação familiar que ficou pelo caminho?› "Dói a propina dói": estudantes saem à rua contra aumento anunciado pelo Governo› Crise da habitação leva Parlamento a debate urgente, mas esquerda e direita continuam sem acordo› Salário mínimo vai subir, mas chega para as famílias fazerem face às despesas?› Elon Musk limitou rede usada pela Ucrânia em ataques à Rússia. Estará Trump também envolvido?› Viver com o salário mínimo em Viseu: que diferença faz face às grandes cidades?› Macron acusa Trump de fazer "comentários estúpidos" sobre os protestos em França
Últimas

Uma Educação Plastificada

Diário de Notícias ·

Every day my metal friend Shakes my bed at 6 AM Then the shiny serving clones Run in with my telephones Talking fast I make a deal Buy the fake and sell what's real Ah, what's this pain here in my chest? Maybe I should take a rest Era assim que começava o álbum dos Buggles de 1980 ( The Age of Pastic ) que continuava com a música ( Video Killed the Radio Star ) que se tornaria icónica de toda uma época e não apenas o arranque da MTV.

Já então se anunciava uma idade de plástico que ia muito para além da denúncia do consumismo de produtos indiferenciados de baixa qualidade, numa sociedade onde o real vai desaparecendo, progressivamente trocado pelo sintético.

Ao ler as primeiras páginas de A Era da Pós-Profundidade de João Sevilhano (Edições 70 2026) veio-me de imediato à mente aquela referência pop muito geracional mas, logo em seguida, ocorreu-me algo menos ligeiro e mais preocupante, ou seja, como o que o autor descreve se adequa como luva feita à medida, ao Estado da Educação e Portugal desde o processo de tomada de decisões sobre novas políticas à sua apresentação pública, passando por um inexistente debate sobre as ideias subjacentes ao rumo adoptado, quando elas existem e não se resumem a meros chavões simplistas, tretas vazias de substância e com tantas certezas quanto é ténue a sua relação com a realidade.

“Num mundo de ideias plastificadas e sabedoria transformada em produto, falta admitir ignorância, suportar as perguntas se correr para as respostas, valorizar a acumulação lenta de compreensão, em vez da solução rápida da revelação comprada.” (Sevilhano, 2026, p 24) Na área educativa escavaram-se trincheiras que tornaram quase impossível qualquer debate sério, a partir do momento em que as opções políticas se passaram a apresentar como as únicas possíveis (ou eticamente aceitáveis, conforme o contexto), recorrendo a fórmulas com o atractivo de parecerem simples e de efeitos rápidos, ao mesmo tempo que, quando pedida a sua fundamentação, se optou por um discurso desnecessariamente rebuscado, pleno de conceitos falsamente complexos e uma retórica grandiloquente destinada a atemorizar qualquer crítica.

Por outro lado, foi assumido o sinal de fraqueza qualquer admissão de responsabilidade por erros ou previsões mal feitas, culpando-se sempre terceiros ou uma malfadada conjuntura ou nas circunstâncias, fossem as contas públicas, a troika , a pandemia ou uma caixa de agrafos.

A humildade caiu em desuso.

João Sevilhano qualifica como uma patologia do nosso tempo aquilo a que chama “síndrome da certeza”, que surge muitas vezes associada ao “teatro da confiança”, feito de “encenações elaboradas de suposto saber que mascaram ignorância fundamental” (p 45).

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›