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Rangel admite pausa nas medidas sobre colonatos até às eleições em Israel

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Rangel admite pausa nas medidas sobre colonatos até às eleições em Israel

E m declarações à agência Lusa no final de uma reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Wicklow, na Irlanda, Paulo Rangel voltou a salientar que Portugal é a favor da suspensão do comércio com os colonatos na Cisjordânia, mas reconheceu que é difícil que isso venha a ser aprovado no bloco europeu no "curtíssimo prazo".

Questionado se é pouco expectável que haja novas medidas sobre este assunto até outubro, mês em que se realizam em Israel as próximas eleições legislativas, Rangel reconheceu que "é pouco expectável".

O ministro dos Negócios Estrangeiros ressalvou, contudo, que Portugal não partilha a opinião de que não se devem tomar decisões contra Israel antes das eleições – o que tem sido alegado por Estados-membros como a Alemanha ou a República Checa –, frisando que "sempre entendeu que não deveria haver esse critério".

"A ideia de que [medidas contra Israel] têm um efeito que favoreceria posições mais extremistas, sinceramente é uma ideia e um argumento que também é reversível. Mas há Estados que claramente têm essa posição, portanto, não deixaram de a verbalizar aqui", afirmou.

No entanto, o chefe da diplomacia portuguesa referiu que, no encontro de hoje, no qual participaram igualmente os ministros dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Noruega, Reino Unido e Canadá, foi definida uma posição comum com esses parceiros sobre o assunto.

Segundo indicou, alguns desses países que não estão sujeitos à política comercial da UE e têm margem para agir de imediato vão "tomar medidas, nomeadamente contra os produtos e serviços que vêm dos colonatos", que terão um "efeito político muito grande", apesar de o impacto económico ser reduzido.

"Houve aqui um diálogo muito forte de se apoiarem mutuamente e, portanto, eu acho que daí vamos ter resultados, não já no curtíssimo prazo", afirmou.

Por sua vez, igualmente à saída desta reunião, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, também indicou que a posição da UE não deverá "mudar muito antes" das eleições legislativas de Israel, em 27 de outubro, mas também na Palestina, em 28 de novembro, reconhecendo que são "um obstáculo".

"A única coisa que todos condenámos hoje foi o projeto E1 de expansão de colonatos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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