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CASES morreu e não há um pio

Diário de Notícias ·

A Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) foi definitivamente extinta na passada semana – o Estado saiu, os sites foram abaixo e a Economia Social deixou de ter uma representação formal junto do poder político, económico, mediático e da sociedade civil.

São dias tristes que sucedem a anos ainda mais tristes.

Por um lado, o Governo e a sua ministra do Trabalho, que tutela a CASES, abdicou de um instrumento fundamental (que vale muitos votos e uma percentagem relevante do PIB) e feriu de morte o braço social-democrata de Francisco Sá Carneiro.

Por outro lado, os senhores que lideraram a CASES condenaram à irrelevância uma estrutura que poderia e deveria ter assumido uma influência proporcional ao peso económico e social que representam.

Que representamos.

Lamento muito.

Sou um capitalista social, infelizmente não se inventou outra forma de criar riqueza suficiente para poder ser distribuída.

No meu tempo chamava-se a isso ser social-democrata, mas hoje ser moderado é quase sinónimo de revolucionário.

Tempos estranhos e radicais, mas é necessário ter a coragem de afirmar que todos os extremismos, de direita e de esquerda, não gostam de cooperativas, de mutualistas ou de misericórdias.

Os extremistas desejam sempre o controlo, detestam a liberdade e as iniciativas dos cidadãos, abominam a cooperação, o juntar esforços que fujam à sua sede de controlo absoluto.

Talvez por isso, perdoem-me o desabafo, os radicais de esquerda acham-me um infiltrado e os de direita dificilmente catalogável ou suspeito.

António Sérgio foi uma referência para o fundador do PPD.

E foi Sá Carneiro quem criou as condições para o nascimento da CASES.

Também por isso são dias cinzentos e descoroçoantes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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