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Ricardo Durães: "As novas gerações não têm noção da dimen...

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Ricardo Durães: "As novas gerações não têm noção da dimen...

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Comigo, agora, tenho aqui Ricky Dourães, que é jornalista. Onde é que estavas no 11 de setembro?

Jersey City, mesmo às portas do Holland Tunnel para entrar em Nova York. A ideia era ir para Jersey City, tínhamos uma peça jornalística lá, e seguir para Nova York. Acabei por não seguir no mesmo dia. Voltei a Nova York seis dias depois, porque não conseguimos a entrada, mesmo como jornalistas. Eu trabalhava para o antigo "24 Horas" e era bastante difícil. Depois, através da Lusa, conseguimos a entrada e acabei por passar cerca de duas semanas no Ground Zero também, a fazer várias peças. E a partir daí começou a jornada de ir à procura daquelas histórias que fizeram essa grande história de 25 anos. Não só sobreviventes, também aqueles que lamentavelmente perderam a vida e as histórias que tocaram corações, porque cada pessoa tem uma história muito particular nesse dia e todos os anos descobrimos coisas novas que nos fazem pensar que é um dia que, eu acredito, não só está na história do mundo, está na história dos Estados Unidos, mas que é fundamental revitalizar. Porque uma das coisas que eu noto hoje em dia é que as novas gerações já não têm hoje, 25 anos depois, uma exata dimensão daquilo que foi a caída das torres no World Trade Center.

Naquelas duas semanas em que estiveste a trabalhar, a fazer reportagem, viste um cenário que era muito difícil de imaginar.

Difícil de imaginar e muitas vezes inerrável, porque os pormenores que nós gostamos de captar, lamentavelmente, aquilo que nós muitas das vezes pensávamos que era impactante, que tinha que ser dito, contado, imediatamente descobríamos algo que era ainda mais impactante. Eu lembro-me que duas semanas depois, ouvi um barulho que eu não conseguia decifrar exatamente o que era e um bombeiro passou por mim e fez o sinal da cruz. E eu perguntei-lhe: "O que está a passar?" Era o rádio, o transmissor de um bombeiro, de um corpo que estava debaixo de escombros e que estava a dar o último suspiro. E isso foi algo que ficou para mim. Aquele momento, esse barulho continua. Por quê? Porque era algo que eu não esperava duas semanas depois. E nós hoje vemos uma pilha normal, quanto tempo é que demora? Como é que é possível 14 dias depois esse barulho, digamos que foi algo que foi desligado da corrente elétrica naquele momento e tu sentes impotente para conseguir entender como é que essas coisas são possíveis. Isso aconteceu e foi um daqueles momentos que me marcaram muito.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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