Antigo secretário-geral do MAI acusa Luís Neves de pressão para “cometer ilegalidades”
Ricardo Carrilho foi hoje afastado como secretário-geral do Ministério da Administração Interna pelo atual ministro Luís Neves.
Após a cessão de funções, e em declarações ao jornal Público , Carrilho acusa Neves de o pressionar “para cometer ilegalidades”.
Carrilho explicou que recebeu orientações de Luís Neves para que a construção ou reabilitação de postos da Guarda Nacional Republicana (GNR) ou de esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP) passasse a ser feita através de ajustes directos simplificados, com a justificação de que seria assim que “se fazia na Polícia Judiciária”.
O antigo secretário ainda acusa Neves de o ter pressionado para pagar os 26 milhões de euros da indemnização compensatória à empresa pública que gere SIRESP, uma rede de comunicações do Estado português, que interliga polícias, emergência médica e diversos agentes de protecção civil.
Segundo o jornal Expresso , Carrilho levantou dúvidas sobre a regularidade desse pagamento, argumentando que o contrato subjacente teria caducado e que faltariam indicadores independentes e fiáveis para avaliar a prestação do serviço.
O secretário-geral terá pedido ao ministro uma ordem formal escrita que explicitasse os fundamentos e as responsabilidades associados à transferência, por considerar que a Secretaria-Geral, apesar de gerir o contrato, não dispunha dos meios necessários para assegurar uma fiscalização adequada.
Nas declarações ao Público, Carrilho ainda acusa o ministério de estar “paralisado”, com centenas de processos urgentes a aguardar há meses despacho do próprio ministro ou dos dois secretários de Estado.
O conteúdo Antigo secretário-geral do MAI acusa Luís Neves de pressão para “cometer ilegalidades” aparece primeiro em 24 Notícias .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.