Defesa: CIP quer que Governo garanta participação das empresas portuguesas nos 10 mil milhões
Num comunicado, a CIP destacou que as indústrias nacionais do setor da defesa “têm capacidade e competências para assegurar ou participar nas encomendas militares, e investimentos em segurança, em que Portugal irá aplicar 10 mil milhões de euros nos próximos dez anos”.
Para isso, no entanto, “é necessário que o Governo se articule com as empresas e o sistema científico-tecnológico, agilizando as grandes aquisições e negociando-as de forma que a indústria nacional possa produzir respostas tecnológicas competitivas em tempo útil”, afirmou Armindo Monteiro, presidente da CIP, citado na mesma nota.
“Ao fazer as suas encomendas de material e de equipamento com fins militares, o Governo deve criar condições para que as empresas portuguesas possam participar, de forma competitiva, nas aquisições nacionais e nas cadeias de valor europeias e internacionais”, afirmou.
A CIP lembrou que o setor da defesa representa atualmente em Portugal 40 mil postos de trabalho, apontando que se o Governo garantir a “participação da indústria portuguesa nos grandes investimentos dos próximos anos, nomeadamente as fragatas para a Marinha, caças para a Força Aérea e viaturas blindadas para o Exército, há potencial para criar outros 40 mil empregos, dos quais 20 mil licenciados com salários que duplicam a média nacional”.
Armindo Monteiro acredita que “esta é uma oportunidade sem paralelo para Portugal construir uma economia de defesa em que a inovação seja o motor central do processo de criação de riqueza”.
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