Sindicato de arqueólogos critica Moedas por causa de obras do Plano de Drenagem
O Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (Starq) acusou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, de desonestidade ao “responsabilizar os arqueólogos” por eventuais incumprimentos nas obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL).
“É desonesto responsabilizar os arqueólogos pelos atrasos e pelo aumento de custos desta obra. Na gestão de uma obra pública desta natureza exige-se planeamento, responsabilidade e transparência”, sublinha o sindicato em comunicado.
Para o Starq, “as eventuais derrapagens nos prazos e nos custos de execução da obra não devem, pois, ser imputadas à arqueologia” e a autarquia deve “assumir as suas responsabilidades e esclarecer cabalmente as causas do incumprimento do projeto”.
Em causa estão declarações recentes do presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) ao canal televisivo Now, onde revelou que as obras num dos túneis do PGDL estão paradas desde maio por causa da descoberta de vestígios arqueológicos.
“Agora tem de ser escavado até 20 metros à mão. Cada dia que a obra está parada são 15 mil euros que os lisboetas pagam.
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