Presidente timorense defende reforço da parceria económica com a China
"À medida que Timor-Leste cresce, a nossa parceria económica deve também evoluir. No âmbito da nossa Parceria Estratégica Abrangente, a China continua a ser um parceiro vital. Só no primeiro semestre de 2026, a China forneceu importações no valor de 72 milhões de dólares [cerca de 62 milhões de euros]", disse José Ramos-Horta, num discurso proferido por ocasião do dia nacional daquele país.
Segundo o chefe de Estado timorense, o objetivo de Timor-Leste é "construir uma relação económica equilibrada e de benefício mútuo".
"Pretendemos aumentar as exportações de café, produtos agrícolas e produtos da pesca de Timor-Leste para os mercados chineses", disse, salientando que os benefícios das tarifas chineses podem ser um "caminho transformador para as empresas timorenses".
"Damos as boas-vindas ao investimento direto estrangeiro, como o acordo-quadro com o Grupo Caizi para potenciais investimentos nos setores do turismo, habitação, agricultura e indústria", salientou o Presidente.
No discurso, o também prémio Nobel da Paz destacou a cooperação chinesa com Timor-Leste quer na educação e formação profissional, no domínio da defesa e segurança, nas infraestruturas, entre outros.
"Embora não procuremos replicar inteiramente o seu percurso, o sucesso da China demonstra que uma visão de longo prazo e um planeamento estratégico podem alcançar uma modernização rápida", disse.
O Presidente timorense reafirmou, no início do seu discurso, o compromisso com a Política de Uma Só China.
"Reconhecemos que existe uma única China, que o Governo da República Popular da China é o único Governo legítimo que representa a totalidade da China e que Taiwan é uma parte inalienável do território chinês", afirmou José Ramos-Horta.
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