“Se a legislatura não tiver condições, é preferível mudar”
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Começa agora mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360. Já aqui estávamos à conversa com o nosso convidado, o presidente da Câmara Municipal de Évora e ex-eurodeputado Carlos Zorrinho. Bem-vindo de novo.
Tem um Excel. O Carlos Zorrinho nesse dia fez 17 pontos. Vamos aos 25 hoje.
Enfim, eu pedi uma decisão de prova, tinha a esperança se tinha perdido algum esporte. Mas enfim, comprava já os 17.
Vai conseguir fazer mais, vai ver. Passou uma década no Parlamento Europeu com deputados de 27 países. O Parlamento conta com uma equipa gigante de intérpretes. Em quantas línguas oficiais é traduzida em tempo real tudo aquilo que é dito no plenário de Estrasburgo?
Aqui está uma pergunta. Porque também há muitas vezes a tradução em irlandês, gaélico e maltês.
Vamos lá ver o que eu tenho aqui. Isto eu fui ao Parlamento Europeu mesmo, ao site.
Agora já não posso ajudar. Estava a dizer que ajudamos às vezes mais uns do que outros.
Pronto, foi o Luís Soares. Carlos Zorrinho, o difícil é pôr toda a gente a falar a mesma língua. Na rentrée do PS este fim de semana, José Luís Carneiro apontou várias falhas ao governo, sobretudo na educação e na saúde, mas também na economia. Com tantas críticas, continua a defender-se que a legislatura deve ir até ao fim?
Nós sabemos, em primeiro lugar, que é bom para a democracia, é bom para os países, que os mandatos se cumpram. Temos, aliás, uma fase de muita turbulência. Vivemos um momento e um contexto internacional complexo. Agora, há limites. E acho que compete mais, neste momento, ao governo, ao primeiro-ministro. Sabemos que o presidente da República é um grande defensor, aliás, disse mesmo que o orçamento não derruba a legislatura e, portanto, pode haver uma legislatura em duodécimos. Acho que cabe mais à capacidade do governo de voltar a tomar mão, não apenas no rumo para o país, como também na própria imagem pública do governo, o poder dizer se deve ou não deve ir até o fim. Sou partidocionista, como imagina. Os partidos políticos desejam ocupar o poder, porque têm projetos de poder, mas entendo que não se deve quebrar legislaturas por dar cá aquela palha. Desejo que ela vá até o fim, mas se não tiver condições pra isso, é preciso mudar.
Falou em voltar a tomar a mão, quando é que perdeu a mão este governo? Se é que alguma vez teve.
Essa é uma boa questão. Eu acho que é uma questão de fundo, que tem a ver com indefinição, em primeiro lugar. Portanto, este governo decidiu governar à bolina. Não assumindo compromissos, e no fundo, ficando na mão de surpresas, como teve algumas, vejamos, a lei laboral e outras mais. Por outro lado, colocou a governação não no plano da empatia, no plano da resolução dos problemas das pessoas, mas no plano da comunicação. Propaganda hoje é uma palavra que tem uma conotação muito negativa, já teve uma conotação positiva, na política tem que se divulgar o que se faz, mas este é um governo que nós sabemos que criou uma central de comunicação, que trabalha muito na área da propaganda.
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