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Economia

Marquês: Teixeira dos Santos contraria acusação e diz que Vara na CGD foi decisão sua

ECO ·
Marquês: Teixeira dos Santos contraria acusação e diz que Vara na CGD foi decisão sua

Um dos ex-ministros das Finanças de José Sócrates.

Teixeira dos Santos, garantiu que nomear Armando Vara como administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi escolha sua e não do antigo primeiro-ministro, contradizendo o antecessor e o Ministério Público.

“A escolha foi minha e comuniquei-a” [ao primeiro-ministro], disse, no julgamento do processo Operação Marquês , em Lisboa, Fernando Teixeira dos Santos, que sucedeu em julho de 2005 a Luís Campos e Cunha na pasta das Finanças no executivo de José Sócrates de março de 2005 a junho de 2011.

“Carlos Costa foi muito corajoso”, diz Teixeira dos Santos Ler Mais Na acusação datada de 2017, o Ministério Público (MP) alega que José Sócrates e Armando Vara, nomeado para a administração da CGD no final de 2005, foram subornados num total de dois milhões de euros por dois investidores do ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo para beneficiar o empreendimento.

Em novembro de 2025, Luís Campos e Cunha, ministro entre março e julho de 2005, assegurou, ao testemunhar no julgamento, que José Sócrates insistiu “desde o início” que Armando Vara fosse nomeado para a administração do banco público, precisando que a pretensão seria que este fosse vice-presidente e Carlos Santos Ferreira presidente.

Questionado hoje pelo MP se é uma “enorme coincidência” que se tenha lembrado da mesma pessoa que o antecessor indicara como tendo sido recomendada por José Sócrates, Fernando Teixeira dos Santos disse não saber.

Segundo o ex-governante, a decisão de mudar a administração da CGD visou pôr fim a uma situação em que esta estava pública e internamente “muito fragilizada”, tendo a opção por Armando Vara sido baseada na sua competência.

O ex-ministro e ex-diretor da Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara, fala aos jornalistas à chegada ao Tribunal Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça, em Lisboa, Portugal, a 3 de julho de 2025.

EPA/MIGUEL A.

LOPES EPA/MIGUEL A.

LOPES “Para mim, o que era relevante era ter alguém que era da Caixa, que era bem visto no trabalho que estava a desenvolver [num cargo de direção no banco público]”, disse.

José Sócrates, de 69 anos e à data secretário-geral do PS, responde entre outros crimes, por três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e Vale do Lobo.

Armando Vara, de 72 anos, é outro dos 21 arguidos no processo, que, têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que lhes são imputados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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