Ativo do dia: ‘Treasuries’ a 10 anos regressam a máximos de 2007
O ativo: Treasuries dos EUA a 10 anos .
É o benchmark da dívida soberana americana e como os EUA têm o mercado de dívida mais profundo e líquido do mundo, a taxa deste ativo serve de referência para muitos outros, incluindo obrigações de empresas, dívida de outros governos ; crédito imobiliário, empréstimos de longo prazo, avaliações de empresas e projetos de investimento.
O marco: A yield voltou a tocar máximos de 2007, com a taxa a negociar acima dos 5% , nos 5,0851%.
A causa: As taxas de juro das americanas treasuries continuam a ser impulsionadas pelos receios que a pressão sobre a inflação levem a novos aumentos de juros por parte da Reserva Federal, com os investidores a pedirem prémios mais elevados para deter dívida soberana.
Depois de o banco central norte-americano ter aumentado na reunião deste mês a taxa dos fundos federais em 25 pontos base, a primeira subida desde 202 3, vários membros do banco central fizeram declarações que apontam para novas mexidas, o que se refletiu num novo agravamento das taxas das obrigações dos EUA.
Enquanto Thomas Barkin, presidente da Reserva Federal de Richmond, defendeu que uma única subida das taxas de juro poderá não ser suficiente para controlar a inflação e argumentou que a resiliência do mercado de trabalho deverá continuar a sustentar o consumo, o governador Michael Barr afirmou já esta quarta-feira que o banco central norte-americano deu um passo importante na semana passada para “recalibrar” os custos de financiamento de curto prazo, de forma a reduzir a inflação, e que provavelmente terá de avançar com novas subidas das taxas de juro.
O que esperar a seguir: “As próximas semanas serão decisivas para determinar se o BCE ou a Fed avançam com uma subida das taxas em outubro.
Embora continuemos a esperar que o próximo movimento de ambos os bancos centrais ocorra em dezembro, uma antecipação do aperto monetário parece mais provável por parte da Fed do que do BCE “, comentam os analistas do ING, num comentário divulgado esta quarta-feira.
Num momento em que a inflação nos EUA permanece bem acima de 2%, o mercado de futuros está agora a descontar uma probabilidade de 73% de a Fed voltar a subir juros em outubro.
A evolução das yields das treasuries deverá continuar, assim, a ser sustentada pelas decisões monetárias e pelos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente.
A frase: Choques persistentes nas cadeias de abastecimento e uma economia sobreaquecida aumentam o risco de que choques temporários na inflação se tornem permanentes, através da evolução dos salários, do comportamento das empresas na fixação dos preços e das expectativas de inflação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.