Do “privilégio da insensatez” à “nova corrida armamentista”, Lula da Silva visa grandes potências em Nova Iorque
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acusou as Nações Unidas de estarem “a falhar numa das suas missões mais elevadas – a de livrar a humanidade do flagelo da guerra”, considerando que a “credibilidade” da organização “nunca esteve tão baixa”.
Esta terça-feira, 22 de setembro, o chefe de Estado brasileiro afirmou que, desde que começou a intervir em assembleias gerais da ONU, este é o “momento mais crítico” da ONU, voltando a visar o poder de veto exercido pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.
“Em 1946, já na primeira sessão, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto.
Esse vício (…) conferiu às grandes potencias o privilégio da insensatez.
Somos todos reféns do imobilismo de um conselho de segurança que não cumpre o seu papel”, afirmou.
Atravessando os principais pontos da agenda política daqueles que o ouviam, na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Lula da Silva afirmou, imediatamente antes da intervenção de Donald Trump, que o estreito de Ormuz se “transformou numa trincheira de guerra, quando deveria permanecer uma passagem vital para o comércio internacional”.
No ano passado foi registado, sublinhou, o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, acrescentando que “biliões de dólares financiam uma nova corrida armamentista”.
“Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais numa conflagração de proporções globais.
Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência”, insistiu.
Dedicando uma grande parte do seu discurso à guerra, imediatamente antes da intervenção de Donald Trump, Lula da Silva afirmou: “a guerra não é a continuação da política por outros meios; é a falência total da política”.
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