Carris terminou contratos de manutenção com MNTC após acidente do Elevador da Glória
A Carris terminou todos os contratos com a MNTC, a empresa responsável pela manutenção do Elevador da Glória quando ocorreu o acidente de 3 de setembro de 2025, avança o Observador . A empresa prestava serviços à Carris desde 2017.
“ O contrato com o anterior prestador de serviços de manutenção, MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda, foi revogado a 04.11.2025. […] Todas as eventuais necessidades serão geridas pela equipa interna da Carris”, referiu fonte oficial da empresa ao Observador.
Em outubro, o relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF) já tinha sublinhado que a MNTC não tinha o “necessário corpo de engenharia com o conhecimento técnico especializado em funiculares e meios para o desenvolvimento, atualização e adaptação das ações de manutenção à realidade da operação “. Também a Carris chegou a admitir que a empresa poderia não ter cumprido “devidamente” o contrato.
A MNTC é detida por Gustavo Pita Soares e Marieta Garcias e, segundo dados do Insight View da Iberinform, citados pelo jornal, no final de 2024 tinha 28 empregados e uma faturação a rondar os 1,29 milhões de euros.
O acidente do elevador da Glória matou 16 pessoas e feriu outras 20. Segundo o Público , apenas os familiares de uma das 16 vítimas mortais decidiram avançar para tribunal após não chegarem a acordo com a Fidelidade, a seguradora do ascensor da Carris, para o pagamento de uma indemnização, exigindo 1.050.000 euros. Quatro famílias já estabeleceram acordos indemnizatórios, estando em em negociação atualmente sete processos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.