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Ventura critica Seguro por não dizer a Montenegro que Luís Neves tem de sair do Governo

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Ventura critica Seguro por não dizer a Montenegro que Luís Neves tem de sair do Governo

O líder do Chega, André Ventura, criticou nesta segunda-feira, 24 de agosto, o Presidente da República, António José Seguro, por ainda não ter indicado claramente ao primeiro-ministro Luís Montenegro que deve afastar o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Tal como acrescentou que já teria feito, caso tivesse vencido a segunda volta das eleições presidenciais, e indicou que também já teria ocorrido se Marcelo Rebelo de Sousa continuasse no Palácio de Belém.

"Cada Presidente da República tem o seu estilo.

Se eu tivesse sido eleito, já teria dito ao primeiro-ministro que este ministro tem de sair.

Isso é clarinho", disse Ventura, à margem de uma deslocação a Évora, onde foi visitar a sede do seu partido, destruída por um incêndio, em circunstâncias que o Chega considera estranhas.

Neste domingo, durante uma deslocação a Vila Nova de Cerveira, António José Seguro disse pretender que sejam conhecidas "o mais rapidamente possível" as averiguações sobre as diversas polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, nomeadamente quando Luís Neves era diretor nacional da Polícia Judiciária.

Na ocasião, o Presidente da República disse aos jornalistas que "a nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania", acrescentando desejar "que cada um assuma a sua responsabilidade".

Apesar de caber ao primeiro-ministro apresentar propostas de exoneração de ministros ao Presidente da República, há antecedentes de declarações vindas de Belém que não deixaram outra alternativa a titulares das pastas e líderes de Governo .

Assim sucedeu com Constança Urbano de Sousa, na altura ministra da Administração Interna, na sequência daquilo que Marcelo Rebelo de Sousa apontou ser uma falha do Estado nos incêndios florestais de 2017, responsáveis por mais de uma centena de mortes.

Apesar de dizer que afastaria Luís Neves, "tal como suspeito que Marcelo Rebelo de Sousa já tivesse feito, se fosse Presidente da República", o líder do Chega reconheceu que "cabe ao primeiro-ministro dizer ao ministro, como líder do Governo, que já não tem condições políticas" .

"Já fizemos a nossa parte", disse André Ventura, referindo-se à constituição potestativa de uma comissão parlamentar de inquérito e ao projeto de resolução a recomendar ao primeiro-ministro que exonere Luís Neves.

Mas voltou a admitir que, "por motivos que desconheço", Luís Montenegro "esteja comprometido" com a sua escolha para suceder a Maria Lúcia Amaral no Ministério da Administração Interna.

"Isto é uma questão central da democracia.

Não tem a ver sequer com partidarites.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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