Saúde mental não se “trata” apenas nos serviços de saúde
Quando falamos de saúde mental, pensamos frequentemente em consultas, hospitais, centros de saúde, psicólogos, psiquiatras e medicamentos.
Pensamos nos serviços onde se procura ajuda quando o sofrimento se torna difícil de suportar.
Mas será que a saúde mental se “trata” apenas nos serviços de saúde? A resposta parece evidente: não.
A saúde mental começa muito antes de uma pessoa chegar a uma consulta e continua muito depois de sair de um serviço de saúde.
Está relacionada com a forma como vivemos, trabalhamos, nos relacionamos e participamos na sociedade.
Está presente na família, na escola, no local de trabalho, na comunidade e nas condições concretas de vida.
Uma pessoa pode ter acesso a acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e, simultaneamente, viver numa situação de pobreza, estar desempregada, enfrentar insegurança habitacional, estar isolada socialmente ou viver num contexto familiar marcado por conflitos e violência.
Pode receber cuidados de saúde, mas continuar sem condições para reconstruir a sua vida.
É neste ponto que importa alargar a nossa visão sobre a saúde mental.
Cuidar da saúde mental não pode significar apenas tratar a doença quando ela surge.
Significa também criar condições sociais que favoreçam o bem-estar, a autonomia, a participação e a inclusão.
Uma criança que cresce num contexto de pobreza e exclusão social.
Um jovem sujeito a bullying .
Um trabalhador exposto continuamente a condições de trabalho precárias ou a ambientes profissionais marcados pelo stress.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.