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Este é o Glaciar do Juízo Final. E está a derreter “mais agressivamente” do que se pensava

CNN Portugal ·
Este é o Glaciar do Juízo Final. E está a derreter “mais agressivamente” do que se pensava

O maior glaciar do planeta está a derreter "de forma mais agressiva" do que se previa antes, o que significa que os seus impactos na subida global do nível do mar poderão ser o dobro das estimativas atuais. Esta é a conclusão de uma nova investigação realizada por uma equipa de glaciologistas.

O Glaciar Thwaites, na Antártida Ocidental — apelidado de "Glaciar do Juízo Final" devido à catástrofe que o seu colapso provocaria —, é uma enorme incógnita quando se trata de prever a subida global do nível do mar.

O glaciar, com uma área equivalente ao dobro da de Portugal, e que se situa num dos locais menos acessíveis da Terra, tem vindo a reduzir-se nas últimas décadas, sendo que o derretimento do seu gelo contribui atualmente com cerca de 4% da subida global do nível do mar.

Os mecanismos subjacentes ao seu recuo são, no entanto, excepcionalmente complexos, o que torna difícil traçar com precisão o seu futuro.

Trata-se, ainda assim, de uma tarefa vital, uma vez que o Glaciar de Thwaites contém água suficiente para elevar o nível do mar em mais de 60 centímetros caso entre em colapso. Além disso, e como também funciona como uma "rolha" que retém a vasta camada de gelo antártica, um colapso poderia, em última análise, levar a uma subida do nível do mar de cerca de três metros, devastando comunidades costeiras desde Miami até Manila.

Glaciologistas da Universidade da Califórnia, em Irvine (EUA), e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, desenvolveram um novo modelo da camada de gelo que, segundo eles, reflete melhor o que está a acontecer por baixo deste gigante de gelo.

O rápido recuo do Glaciar de Thwaites é impulsionado por processos na sua "linha de ancoragem" — o ponto em que o gelo se eleva do leito marinho e começa a flutuar no oceano como uma plataforma de gelo.

Mas enquanto os modelos típicos de camada de gelo tendem a considerar a linha de ancoragem como algo fixo e, na sua maioria, estável, "chegámos à conclusão de que existe uma configuração diferente por baixo dos principais glaciares da Terra que terminam no oceano", afirma o autor principal do relatório, Mattia Poinelli, cientista de projeto na UCLA que, na altura do estudo, era investigador de ciências do sistema terrestre na UC Irvine.

Dados de satélite revelam que a linha de fixação é, na verdade, uma "zona de fixação", por vezes com quilómetros de largura, onde a água do mar entra e sai constantemente com as marés, elevando e baixando o gelo espesso num processo conhecido como "bombeamento das marés".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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