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CEO da VW avisa: “situação é mais do que crítica”

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CEO da VW avisa: “situação é mais do que crítica”

Um relatório interno que chegou à Reuters confirma que o CEO do Grupo VW e da marca Volkswagen não está com meias medidas, pintando o quadro mais negro da crise do gigante europeu. Chama mesmo a atenção para a gravidade da situação, informando os empregados que o maior consórcio europeu (e o segundo maior do mundo) vive “uma situação que é mais do que crítica”.

Desde que as famílias Piech e Porsche nomearam Oliver Blume, o seu homem de mão, para CEO do grupo e da marca VW em 2022, que o rumo do maior consórcio alemão da área automóvel parece mais regido pelas necessidades financeiras das famílias que são minoritárias no capital que controlam, mas maioritárias no poder de voto, do que pela estratégia necessária ao sucesso do grupo e das marcas que o integram. Acresce que é raro que seja um CEO a denegrir a imagem do grupo que lidera, por muito realista que seja a crise que atravessa, sobretudo se este for cotado em bolsa, pois isso só vai limitar as opções da gestão, bem como a margem de manobra para conduzir à recuperação.

Há uma possível explicação para esta estratégia de Blume, que está apostado em cortar o número de empregados, somando mais 50.000 aos 100.000 já anunciados, enquanto simultaneamente antecipa o encerramento de quatro das suas fábricas na Alemanha. O CEO poderá estar a fazer bluff para levar os sindicatos a aceitar um mal menor, acatando estes cortes com receio de potenciais reduções superiores que podem estar em preparação.

Milionária família Porsche com dificuldade em pagar dívida devido aos resultados da VW

As instalações fabris ameaçadas (Zwickau, Emden, Hanover e Neckarsulm) são acusadas de produzir com custos superiores, mas são igualmente as únicas que foram até aqui modificadas para a produção de veículos eléctricos, em que sobretudo a VW, a Audi, a Skoda e a Cupra apostam. Blume afirma que a VW está actualmente com uma rentabilidade média de apenas 4%, pelo que não basta produzir mais carros, mas sim aumentar os lucros por modelo produzido. O CEO avança mesmo que o grupo ainda tem custos superiores em 30% aos concorrentes da mesma dimensão.

A estratégia da administração passa por despedir empregados, reduzir 50% dos modelos em oferta e 75% das versões e opções disponíveis para encomenda, simplificando o trabalho das linhas de produção e, com isso, os custos. Resta saber se todos estes cortes serão suficientes, bem como se as fábricas a encerrar não vão ser “oferecidas” aos construtores chineses, que assim podem dificultar ainda mais a vida ao grupo alemão, limitando-lhe mais as vendas e levando a mais despedimentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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