Venezuela: Comunidade lusa precisa de acompanhamento face a dificuldades
"A gradecemos e valorizamos o trabalho da comunidade portuguesa que tem estado presente, mas sobretudo por ser muito trabalhadora e, além disso, porque tem trabalhado em união com os venezuelanos. Essa comunidade precisa hoje de apoio, ajuda, mas, acima de tudo, que a acompanhemos no processo de recuperação", disse o presidente da DVC à Lusa.
Ramón Ostos, que também é diretor da KPMG na Venezuela, referiu que a comunidade em La Guaira, o estado mais afetado pelos sismos, se prepara para a reconstrução, que "tem de consistir em construir melhor" do que havia antes dos sismos.
"Esse é o desafio: o conceito de resiliência é como superar de maneira positiva uma situação tão trágica como aquela que vivemos. E, a comunidade portuguesa tem estado presente, sempre atenta à forma de como recuperar-se, mas, acima de tudo, olhando o futuro com otimismo, apesar da tragédia", disse.
Ramón Ostos vincou ainda que "o país tem de continuar em frente", tal como a comunidade, e que graças a esta "o crescimento vai acontecer" em La Guaira, mas também em toda a zona de Carayaca e El Junquito, onde existe uma grande comunidade portuguesa, sobretudo no setor agrícola.
"Trata-se de os acompanharmos nesse processo de recuperação, mas com uma visão otimista do que vamos recuperar e de que temos de fazer um trabalho conjunto", disse.
"Que nunca nos esqueçamos das nossas comunidades. E refiro-me a todas as comunidades e a todos os venezuelanos, bem como a toda a comunidade portuguesa, espanhola e italiana que vive no estado de La Guaira.
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