Investimento público vai cair 31% com o fim do PRR
O investimento vai abrandar para 2% no próximo ano, com o fim da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que teve em 2026 o ano derradeiro de execução.
Para este ano, o crescimento previsto é de 5,7%, um crescimento face aos 4,3% de 2024.
Mas, no que diz respeito ao investimento público, a quebra será de 30,9%.
“Para 2027, prevê-se que o investimento público (formação bruta de capital fixo) nas Administrações Públicas atinja o valor de 9.687 milhões de euros, cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, que compara com uma estimativa de execução em 2026 de aproximadamente 14.035 milhões de euros (4,3% do PIB)”, lê-se no relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2027.
“O crescimento do investimento público está relacionado fundamentalmente com a execução dos investimentos da Administração Central “, acrescenta o documento.
O ministro das Finanças sublinhou que, à semelhança do que aconteceu desde 2025, o “investimento público vai ser superior à degradação do stock de capital” .
“Esperamos continuar”, disse o responsável na conferência de imprensa de apresentação da proposta entregue horas antes no Parlamento.
Joaquim Miranda Sarmento sublinhou ainda que a aceleração da execução do Portugal 2030 — que vai entrar nos últimos anos — vai de alguma forma compensar o fim do PRR .
As previsões do Ministério das Finanças são mais otimistas do que as do Banco de Portugal ou do Conselho das Finanças Públicas.
O Banco de Portugal prevê um aumento do investimento de 5,6% em 2026, 1% em 2027 e 3,3% em 2028.
O investimento, outra componente essencial para o crescimento do PIB, deverá acelerar em 2026, impulsionada sobretudo pela execução dos fundos do PRR, mas abrandar em 2027 e recuperar algum dinamismo em 2028.
“Este perfil resulta sobretudo do investimento público, que deverá crescer 24,3% em 2026 — refletindo, em larga medida, a concentração da execução do PRR associada à conclusão dos marcos e metas — reduzir-se em cerca de 14% em 2027, e aumentar 5,1% em 2028”, aponta o regulador.
Já o CFP antecipa que formação bruta de capital fixo ( FBCF ) deverá crescer 5,9% em 2026, contra 4,3% na projeção de abril.
Para esta revisão contribuem o investimento num centro de dados em Sines e o reforço do investimento público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.