Habitação e custo de vida? Protestos, reações (e acampadas): A cronologia
A Europa está mergulhada em manifestações contra o aumento do custo de vida e pela habitação.
Portugal não foi exceção e ontem, sábado, 17 de outubro, foram muitos aqueles que saíram à rua no Porto, em Coimbra, no Funchal ou em Lisboa.
Os protestos nas duas maiores cidades do país culminaram com acampadas no Rossio, em Lisboa, e na Praça D.
João I, no Porto.
Mas, afinal, o que aconteceu? O dia começou com várias manifestações da CGTP onde se reivindicava por aumentos salariais e contra o aumento do custo de vida.
Em Lisboa, o desfile partiu ao som de gritos de ordem "O povo não aguenta, o custo de vida aumenta!", "Não podemos aceitar, empobrecer a trabalhar", "Para o país avançar, salários a aumentar", "Salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, está na hora de agir" .
Por seu turno, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, defendeu o controlo dos preços e acusou o Governo de não sentir as dificuldades de quem trabalha, reclamando um aumento dos salários .
"Que se balize os preços, que se balize as taxas de juros.
Não podemos é ter uma política que continua a condicionar a vida de todos nós, daqueles que menos têm ", disse, em declarações aos jornalistas no arranque da manifestação da central sindical em Lisboa, que se iniciou no Cais de Sodré e terminou no Rossio.
Esquerda acusa Governo de ignorar dificuldades Durante a manifestação, os partidos de Esquerda acusaram o Governo de ignorar as dificuldades na habitação e custo de vida, com o Livre a denunciar desprezo, o PCP a acusar o executivo de alheamento e o Bloco de Esquerda a considerar Montenegro desesperado .
A co-porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes defendeu a adoção de medidas para a habitação que "promovam o arrefecimento dos mercados", criticando o caminho seguido pelo Governo.
Já o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou ver na adesão à manifestação uma "grande força para abrir um novo rumo para o país" e responsabilizou particularmente o primeiro-ministro "pela situação em que o país está e pela situação de vida de cada uma das pessoas" presentes no protesto.
Por sua vez, o coordenador do BE, José Manuel Pureza, salientou que se mobilizou hoje "gente que não é egoísta e que vem para a rua lutar pelos seus direitos e pelos direitos dos outros, e que sabe que a vida com o preço da habitação como está é um exercício de aflição".
"Acampada" pela habitação no Rossio Pelas 17h00 de sábado, os vários manifestantes começaram a montar tendas no Rossio, em Lisboa.
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