Transportadoras sobem preços. Supermercado? Impacto chega "daqui a 1 mês"
A s transportadoras de mercadorias já estão a aumentar preços para sobreviver à subida dos preços dos combustíveis e a distribuição avisa que a pressão deverá ser sentida nas prateleiras dos supermercados dentro de um mês.
" Todos os transportadores são unânimes em dizer que a única via que têm para sobreviver é aumentar o preço do transporte ", disse o porta-voz da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), André Matias de Almeida, em declarações à CNN Portugal . Acrescentou ainda que o "aumento do preço do transporte é uma realidade ".
André Matias de Almeida explica que "tudo se desregula porque não há previsibilidade e o aumento é brutal ", dando como exemplo uma grande empresa de transporte nacional e internacional que comprava um milhão de litros de combustível por um milhão de euros antes do início da guerra no Médio Oriente. Agora, " passou a pagar, pelo mesmo milhão de litros, dois milhões de euros ".
O encarecimento dos combustíveis acabará por pressionar também os preços nos supermercados. O impacto não deverá ser imediato, mas é possível que se comece a sentir dentro de cerca de um mês, quando forem celebrados novos contratos e realizados novos fornecimentos.
"Os nossos fornecedores de transportes estão naturalmente a sofrer com este crescimento do preço dos combustíveis", admitiu Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), também em declarações ao mesmo canal de televisão.
Ora, de acordo com o responsável, o agravamento atravessa toda a cadeia de valor, já que começa na produção agrícola, passa pela agroindústria, pela logística e pelo transporte, chegando depois às empresas de distribuição."
" Este impacto só se vai sentir daqui a um mês, sensivelmente ", antecipa Gonçalo Lobo Xavier, acrescentando que " os nossos fornecedores também vão ter de repercutir este aumento do custo ".
"Está agora a ser preparado um conjunto de apoios que já tivemos e que acabou a 30 de junho e que vamos retomar" para aqueles setores, afirmou Maria da Graça Carvalho, acrescentando que a proposta deverá ser levada a Conselho de Ministros.
A ministra falava aos jornalistas na inauguração da Nãm Fungi Factory, uma unidade de produção que transforma borras de café em cogumelos, do Grupo Nabeiro-Delta Cafés e da Nãm, que decorreu na segunda-feira em Odivelas, Lisboa.
A governante explicou que as medidas deverão seguir regras semelhantes às aplicadas anteriormente, podendo assumir a forma de um apoio por veículo ou de um desconto ou subsídio por cada litro de combustível consumido, no caso dos táxis, por exemplo.
Segundo Maria da Graça Carvalho, o Governo mantém como política "ajudar os setores que mais precisam e não fazer uma ajuda generalizada", apontando também para a utilização da receita adicional de IVA para reduzir o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).
Questionada sobre a possibilidade de impor um teto ao preço dos combustíveis, Maria da Graça Carvalho considerou que essa é uma "medida excecional e de último" recurso, por poder perturbar o funcionamento do mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.