OE2027: Carlos César diz que PS concorda com abstenção
“Eu acho que a manifestação de vontade ocorrida nesta Comissão Nacional foi extremamente significativa.
Entre mais de quatro dezenas de oradores, e em cerca de 200 pessoas presentes, não houve uma única que não tivesse expressado a sua concordância com aquilo a que o PS se propõe [abstenção], que no essencial é uma clareza em matéria de abordagem da questão orçamental”, respondeu Carlos César aos jornalistas, no final de uma reunião deste órgão do PS, em Lisboa.
O atual contexto internacional e europeu, na perspetiva do presidente do PS, “exige, da parte dos governos e das autoridades, um maior sentido de responsabilidade”.
“Esse sentido de responsabilidade, no caso português, é o de não enfrentar esses riscos, que são riscos muito próximos, forçando situações de instabilidade, de interrupção de Governo ou até de Governo sem orçamento”, justificou.
De acordo com Carlos César, esta decisão “não significa que se concorde com o orçamento”, mas sim “com a necessidade de não correr riscos que seriam penosos para todo o país e para a administração portuguesa”.
No discurso de abertura desta Comissão Nacional, o líder do PS, José Luís Carneiro, voltou a propor a viabilização, pela via da abstenção, do OE2027, apesar de admitir que as “convicções mais profundas” levariam a um voto contra num “mau Orçamento do Estado”, mas que o PS faz oposição ao Governo e não ao país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.