Homicídio de "Shotta" na Serafina cometido por dois irmãos. Que se sabe?
T inha acabado de anoitecer quando quatro disparos ecoaram no Bairro da Serafina, na freguesia de Campolide, em Lisboa, no sábado, 19 de setembro.
Os responsáveis fugiram e deixaram para trás, estendido no chão, Adelton Geny, conhecido por "Shotta" entre familiares e amigos.
Na altura, pouco se sabia sobre o homicídio. As primeiras informações davam conta de um tiroteio que terminara num homicídio.
No entanto, aos poucos, o caso foi-se desvendando. No domingo, o Jornal de Notícias (JN) , identificou a vítima e revelou as circunstâncias do assassinato.
Adelton Geny, de 30 anos, terá sido assassinado com quatro tiros por uma dupla de irmãos, com quem já tinha tido desentendimentos.
Ao matutino, um habitante do Bairro da Serafina, amigo de Adelton, contou que havia "alguma picardia" entre a vítima e os alegados assassinos, que serão conhecidos na comunidade e entre as autoridades.
Há cerca de uma semana, os três tinham entrado já numa luta, que a testemunha disse ter como origem "motivos fúteis".
Pelas 20h de sábado, "Shotta" estava no bairro a conviver com amigos quando, alegadamente, a dupla, que será de um outro bairro de Campolide, apareceu.
A situação acabou por se tornar violenta e o suspeito mais velho terá puxado da pistola e efetuado o primeiro disparo. Adelton caiu imediatamente no chão, mas isso não foi suficiente para os suspeitos pararem. O irmão mais novo apontou-lhe a arma e terá disparado mais três vezes.
De seguida, os dois homens fugiram do local. Já Adelton, apesar de ter sido assistido pelos meios de emergência, entretanto chamados ao local, acabou por morrer no interior do Bairro da Serafina, onde nasceu e cresceu.
Ainda segundo o JN, Adelton já não vivia na Serafina, mas continuava a deslocar-se diariamente ao bairro. Trabalhava num restaurante na Reboleira, na Amadora, e vivia atualmente no Barreiro, na margem sul do Tejo.
No dia do homicídio, tinha ido à Serafina visitar a mãe e acabou por encontrar uns amigos. À publicação do norte, uma testemunha garantiu que era um jovem "tranquilo".
Na noite do homicídio, a primeira força a chegar ao local foi a Polícia de Segurança Pública (PSP) que confirmou a ocorrência e isolou o local para preservar eventuais vestígios. Porém, uma vez que se trata de um assassinato, o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).
Os inspetores desta autoridade também foram ao local para recolher elementos de prova e ouvir as testemunhas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.